Compressor de Ar de Caminhão por Motor e Marca: DD15, Cummins, PACCAR, Mack e Mais
Quando um cavalo mecânico entra na oficina com a anotação "serviço de compressor", o que define o tempo real do trabalho quase nunca é o compressor em si. Em
Quando um cavalo mecânico entra na oficina com a anotação "serviço de compressor", o que define o tempo real do trabalho quase nunca é o compressor em si. Em dois veículos da mesma classe, o mesmo serviço pode ser uma intervenção rápida sob o capô em um deles e, no outro, um plano que exige a remoção ordenada de meia dúzia de componentes ao redor. A diferença nasce de duas variáveis: a qual família o motor pertence e em qual arquitetura de chassi esse motor foi instalado. Esta página trata exatamente dessas duas variáveis; ela não explica o que é o compressor, como ele falha ou como é substituído, e sim onde ele fica em cada motor e quanto trabalho custa chegar até lá.
Para a definição, uma frase basta: o compressor de ar do sistema de freios é o órgão que, acionado pelo motor, produz o ar comprimido exigido pelos circuitos de freio e auxiliares. Sua função, o princípio de funcionamento, os sintomas de avaria, o procedimento de substituição e a disciplina de manutenção estão detalhados na página Compressor de ar: falhas, substituição e manutenção e não são repetidos aqui. O assunto desta página é mais estreito e mais prático: até que ponto a família do motor e a marca do chassi, juntas, determinam a posição física do compressor e a carga de trabalho para alcançá-la; e onde as plataformas norte-americanas Detroit, Cummins, PACCAR, Mack e International se separam umas das outras nesse aspecto.
O que a família do motor e a marca do chassi determinam no compressor, e o que não determinam?
O atalho mais comum no campo é perguntar "qual é a marca do caminhão". No entanto, a primeira camada que define a configuração física do compressor não é a marca do chassi, e sim a família do motor. O compressor é fixado ao bloco do motor, recebe acionamento da própria cadeia de movimento do motor e, na maioria das aplicações de classe pesada, também tira dos circuitos do motor suas conexões de arrefecimento e lubrificação. Todas essas são decisões da arquitetura do motor. Uma família de motor fixa, em grande medida, de qual extremidade o acionamento é retirado, a geometria da superfície onde o compressor se apoia, quais componentes se alojam ao seu redor e se existe ou não conexão com o circuito de arrefecimento.
A segunda camada é a marca do chassi, e ela não determina o posicionamento, mas sim o acesso. Quando a mesma família de motor é instalada em dois chassis diferentes, o compressor continua na mesma região sobre o motor; o que muda é o mundo ao redor dessa região. Tipo de cabine, abertura do capô, posição do eixo dianteiro, profundidade do pacote de arrefecimento, trajeto das linhas de ar e de combustível, localização do motor de partida e da unidade de pós-tratamento de escape, volume ocupado pelo implemento sobre o chassi: tudo isso são decisões de chassi e definem por qual direção e removendo quantos componentes o técnico chegará ao compressor.
Essa distinção produz uma consequência prática. A família do motor determina a natureza do serviço; a marca do chassi determina a duração do serviço. Uma família cujo posicionamento fica na região traseira do motor não oferecerá acesso frontal em nenhum chassi; mas a mesma família em um cavalo mecânico norte-americano com capô e em um cavalo mecânico europeu de cabine basculante conclui o mesmo serviço em tempos completamente distintos.
O que essas duas camadas não determinam é tão importante quanto o que determinam. A família do motor e a marca do chassi não dizem se o compressor está com defeito. Se a pressão sobe com atraso em um veículo, a origem pode estar tanto no lado da produção de ar quanto no lado das perdas do sistema; essa separação se faz por medição e é o assunto do guia Compressor Não Faz Pressão ou Consome Óleo: Diagnóstico. Esta página não faz diagnóstico, não apresenta lista de sintomas e não descreve etapas de substituição.
Do mesmo modo, a informação sobre a família do motor não produz, por si só, uma decisão de peça. O raciocínio "o motor é desta família, logo o compressor é este" não é confiável em veículos comerciais pesados: dentro de uma mesma família existem diferentes níveis de equipamento, diferentes demandas de ar e diferentes variantes de conexão. A determinação da peça correta é um trabalho de correspondência feito por catálogo autorizado, a partir da identidade do motor e do chassi do veículo; esta página não faz esse tipo de correspondência e não fornece números de peça.
Plataformas norte-americanas e europeias: duas abordagens ao compressor
No mundo do veículo comercial pesado, a maior linha divisória na forma de encarar o compressor não vem do motor, mas da arquitetura da cabine. O arranjo dominante na América do Norte é o convencional, ou seja, o chassi com capô: o motor fica à frente da cabine, sob um capô longo. O arranjo dominante na Europa é a cabine basculante; o motor fica sob a cabine e, para o serviço, a cabine é basculada para a frente. Essas duas arquiteturas não mudam a posição do compressor sobre o motor, mas mudam radicalmente o modo de chegar até ele.
No chassi com capô, ao abrir o capô ficam visíveis a face frontal e parte da região superior do motor. Já a região traseira do motor fica próxima da parede frontal da cabine e permanece fora da abertura oferecida pelo capô. Por isso, nas plataformas norte-americanas, um componente alojado na região traseira do motor costuma ser atendido por aproximação lateral, por baixo ou pelo vão atrás da roda. A largura da abertura do capô, a posição do eixo dianteiro em relação ao motor e a profundidade do pacote de arrefecimento definem o quanto essa aproximação será confortável; mesmo entre dois chassis com capô que levam o mesmo motor, se essas três medidas forem diferentes, a carga de trabalho será diferente.
No chassi de cabine basculante, no instante em que a cabine é inclinada, a parte superior e as duas laterais do motor se abrem por completo. A direção de acesso é diferente desde o início: o técnico olha o motor de cima. O custo disso está no preparo antes de bascular a cabine e na altura de trabalho depois que ela é inclinada; o ganho está em tornar praticamente todo o motor acessível em um único movimento. Para o mesmo componente, enquanto no chassi norte-americano com capô vários componentes vizinhos são removidos, no chassi de cabine basculante costuma ser possível a aproximação direta.
A segunda diferença entre as duas geografias é a densidade de consumidores de ar ao redor do compressor. No cavalo mecânico norte-americano de longa distância, a linha de ar do semirreboque, a suspensão pneumática, a suspensão da cabine e os equipamentos auxiliares estão ligados a uma única fonte; nos veículos vocacionais somam-se a isso os circuitos do implemento. Na Europa, as mesmas funções se concentram em um volume sob a cabine, empacotado de forma mais compacta. Isso não muda a função do compressor, mas muda o número de linhas ao seu redor e, portanto, o número de conexões que precisam ser desfeitas durante o acesso.
A terceira diferença é o hábito de manutenção que nasce da arquitetura. No chassi com capô, a verificação diária é feita por baixo do capô e a região traseira do motor fica fora do olhar de rotina; na cabine basculante, cada vez que a cabine é inclinada, o motor inteiro é visto. Isso não é um defeito de projeto, mas uma consequência natural da arquitetura, e deve ser considerado no planejamento do serviço.
Arranjos comuns de acionamento e arrefecimento por família de motor: qual é visto em cada plataforma?
Esta seção não é uma seção conceitual. O significado dos conceitos de interface de acionamento e arquitetura de arrefecimento, os critérios pelos quais são avaliados e todos os elementos que definem a compatibilidade estão definidos no guia Compressor de Ar Simples ou Duplo: Seleção e Compatibilidade. O que se faz aqui é apenas a correspondência: qual arranjo é comumente observado em cada plataforma.
Em aplicações de cavalo mecânico e vocacionais de classe pesada, a tendência geral é o compressor receber acionamento do próprio trem de engrenagens do motor. O acionamento por engrenagens suporta carga contínua mais elevada do que a correia e independe da tensão de correia; considerando a continuidade da demanda de ar na classe pesada, é por isso que ele é a escolha mais comum. Já o acionamento por correia é visto menos em cavalos mecânicos pesados e mais em veículos de classe média, em alguns ônibus e em aplicações especiais.
No lado do arrefecimento existe tendência semelhante. Em aplicações de classe pesada com demanda de ar alta e contínua, é comum que o compressor seja ligado ao circuito de arrefecimento do motor; esse arranjo permite que o calor liberado durante a compressão seja dissipado pelo sistema de arrefecimento do motor e limita a temperatura do ar na saída do compressor. Em aplicações de menor demanda, o arrefecimento a ar pode ser suficiente. A existência da conexão de arrefecimento é um detalhe importante para o serviço: se houver conexão, o trabalho pode exigir a drenagem da parte correspondente do circuito de arrefecimento, e isso alonga diretamente a duração do serviço.
A tabela a seguir resume as tendências gerais encontradas nas plataformas de classe pesada. Nenhuma linha da tabela é uma declaração de configuração verificada para um veículo específico; dentro de uma família de motor, o ano-modelo, o nível de emissões, o mercado e a opção de equipamento podem alterar o arranjo.
| Família de motor | Arranjo de acionamento comum | Abordagem de arrefecimento comum | Região típica sobre o motor | Fator principal que define o acesso |
|---|---|---|---|---|
| Detroit DD13, DD15, DD16 | Acionamento pelo trem de engrenagens do motor | Em uso pesado, geralmente pela água do motor | Região traseira do motor, próxima à parede frontal da cabine | A abertura do capô não alcançar a região traseira |
| Cummins ISX e X15 | Acionamento pelo trem de engrenagens do motor | Em uso pesado, geralmente pela água do motor | Região traseira do motor | Densidade de linhas ao redor e ângulo de trabalho |
| PACCAR MX-11 e MX-13 | Acionamento pelo trem de engrenagens do motor | Em uso pesado, geralmente pela água do motor | Região traseira do motor | Capô e pacote de eixo dianteiro conforme a marca do chassi |
| Mack MP7, MP8, MP10 | Acionamento pelo trem de engrenagens do motor | Em uso pesado, geralmente pela água do motor | Região traseira do motor | Implemento vocacional e equipamentos sobre o chassi |
| Famílias europeias de classe pesada (geral) | Acionamento pelo trem de engrenagens do motor | Em uso pesado, geralmente pela água do motor | Uma das faces laterais ou a região traseira do motor | Altura de trabalho após bascular a cabine |
| Classe média e aplicações especiais | Acionamento por correia é mais frequente | Arrefecimento a ar é mais frequente | Região frontal ou lateral do motor | Posição da linha de correia e do conjunto tensionador |
A única conclusão geral a extrair da tabela é esta: nos motores norte-americanos de classe pesada, o arranjo comum é um compressor com acionamento por engrenagens e arrefecimento a água, posicionado na região traseira do motor. Para o técnico, isso significa que o cenário "abrir o capô e ver" está em grande parte invalidado; as seções restantes desta página tratam justamente das consequências dessa conclusão em cada plataforma.
Detroit DD13, DD15 e DD16: onde fica o compressor sobre o motor
A família DD de classe pesada da Detroit constrói três degraus de cilindrada sobre uma arquitetura comum. O DD13 se volta à distribuição e ao transporte regional, o DD15 à aplicação de cavalo mecânico de longa distância e o DD16 à aplicação de carga pesada e vocacional. O ponto em comum desses três motores, do ponto de vista do compressor, é que a lógica de acionamento e posicionamento se mantém consistente dentro da família: o compressor recebe acionamento do próprio trem de engrenagens do motor e fica na região traseira do motor, em posição próxima à parede frontal da cabine.
Esse posicionamento tem duas consequências de serviço. A primeira é que abrir o capô não torna o compressor visível. Em um cavalo mecânico norte-americano com capô, a abertura do capô abrange as regiões frontal e central do motor; a região traseira permanece no volume estreito entre o motor e a cabine. A segunda é que, nessa região, o compressor não está sozinho: motor de partida, coletor de escape e saída do turbocompressor, conexões do pós-tratamento de escape, linhas de combustível e de arrefecimento compartilham o mesmo volume. Essa densidade alonga menos o serviço em si e mais a parte de "chegar ao serviço".
Dentro da família, quanto maior a cilindrada, maior também a densidade de empacotamento. Um ângulo de aproximação relativamente confortável no DD13 pode se estreitar no DD15 e, especialmente, no DD16; conforme o bloco do motor cresce, diminui o espaço entre o motor, a longarina do chassi e a parede frontal da cabine. Por isso, para os três membros da mesma família, a natureza do serviço é a mesma, mas a duração pode ser diferente.
A conexão de arrefecimento é, nessa família, o elemento que afeta diretamente o planejamento do serviço. Se o compressor estiver ligado ao circuito de arrefecimento do motor, a intervenção no componente exige a drenagem da parte correspondente do circuito; isso acrescenta à lista de tarefas o preparo e, depois, o reabastecimento e a sangria de ar. Qual é o arranjo do veículo deve ser confirmado na documentação de serviço atualizada correspondente à identificação do motor.
Cummins ISX e X15: a configuração do compressor na aplicação de alta demanda de ar
A família ISX de classe pesada da Cummins e sua continuação, o X15, estão entre as opções de motor mais comuns do cavalo mecânico norte-americano de longa distância e figuraram como opção de fábrica em muitas marcas de chassi diferentes. Do ponto de vista do compressor, a característica determinante dessa família é o acionamento retirado do trem de engrenagens do motor e o posicionamento do compressor na região traseira do motor. Nesse aspecto, a lógica de posicionamento é semelhante à da família DD; a distinção aparece no arranjo dos componentes ao redor e no empacotamento do lado do chassi.
A aplicação de cavalo mecânico de longa distância é um modo de uso que aumenta o número de linhas ao redor do compressor. Alimentação de ar do semirreboque, suspensão pneumática, suspensão da cabine, circuito do freio de estacionamento e equipamentos auxiliares estão ligados à mesma fonte. Isso não muda o posicionamento do compressor; mas aumenta o número de conexões que precisam ser desfeitas para alcançar o componente e o trajeto de linhas que precisa ser reorganizado depois da intervenção. Marcar essas conexões previamente é um hábito que encurta de forma perceptível a duração total do serviço.
A segunda consequência da alta demanda de ar é o ambiente térmico. Em uma região onde há componentes do lado do escape ao redor do compressor, soma-se ainda o calor gerado por um compressor em trabalho contínuo. Disso nasce um alerta prático quanto à aproximação do componente: não se trabalha nessa região com o motor quente, e o tempo de resfriamento é incluído no plano de serviço. Já o efeito da demanda de ar sobre a carga de trabalho do compressor é outro assunto e está fora do escopo desta página.
As diferenças entre o ISX e o X15 estão, em grande medida, no nível dos equipamentos de emissões, do comando eletrônico e dos sistemas auxiliares. Do ponto de vista do posicionamento do compressor, a lógica das duas famílias permanece semelhante; contudo, à medida que o ano-modelo avança, o volume ocupado pelos componentes de pós-tratamento sobre o chassi e o arranjo das linhas próximas ao motor mudam, e por isso o caminho de acesso pode variar por ano mesmo dentro da mesma família de motor.
PACCAR MX-11 e MX-13: o que muda nos chassis Kenworth e Peterbilt?
A família PACCAR MX é o exemplo que mostra com mais nitidez a tese central desta página: o motor é o mesmo, o chassi é diferente. MX-11 e MX-13 são oferecidos como a mesma família de motor nas duas marcas norte-americanas de chassi sob o guarda-chuva PACCAR, Kenworth e Peterbilt. A arquitetura do próprio motor, e portanto a forma de acionamento do compressor e sua região sobre o motor, segue a mesma lógica nas duas marcas. O que muda é inteiramente o chassi.
Outra característica da família MX é o parentesco de sua arquitetura com a tradição europeia de motores de classe pesada; ela vem de uma mesma linhagem de projeto que a família de motores DAF de mesmo nome. Isso cria uma situação interessante: uma arquitetura de motor de origem europeia foi instalada no chassi convencional com capô da América do Norte. Enquanto o arranjo do próprio motor permanece próximo do hábito europeu, o arranjo de acesso está inteiramente submetido à arquitetura norte-americana. O acesso confortável que o mesmo motor oferece na Europa sob cabine basculante não é válido no chassi com capô. Também aqui, conhecer a família do motor entrega o posicionamento, mas não entrega o acesso.
As diferenças entre Kenworth e Peterbilt, do ponto de vista do compressor, se reúnem nestes títulos: a forma de abertura do capô e quanto do motor a abertura revela, a posição do eixo dianteiro em relação ao motor, a profundidade do radiador e do pacote de arrefecimento, o espaço entre a parede frontal da cabine e o motor, a possibilidade de aproximação lateral pelo vão atrás da roda e a escolha dos trajetos de linha. Essas medidas variam de marca para marca e de série para série; por isso não se pode generalizar dizendo "no MX-13, o serviço de compressor leva tanto tempo". A formulação correta é esta: no MX-13 a natureza do serviço é definida, mas a duração depende do chassi.
Normas e leitura complementar
Este assunto é regido pelas regras de equipamento dos veículos comerciais com freios a ar. Nos Estados Unidos, a norma federal de freios a ar FMVSS 121 (49 CFR 571.121) define os reservatórios, a proteção e os tempos que um sistema em conformidade deve oferecer, e a Europa aplica os limites equivalentes do Regulamento UNECE n.º 13. Para mais detalhes, consulte o guia de referência ilustrado em airbrakecompressor.com. Confirme sempre os valores específicos com a norma vigente e os dados de serviço do fabricante do veículo.
No Brasil o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997) exige que o veículo circule com os equipamentos obrigatórios em condições de funcionamento; as especificações técnicas correspondentes são publicadas no índice de resoluções do CONTRAN.
Mack MP7, MP8 e MP10: o reflexo do uso vocacional sobre o compressor
A família MP da Mack compartilha sua arquitetura de classe pesada com a tradição de motores pesados da Volvo e é difundida na América do Norte especialmente no uso vocacional: caçamba basculante, betoneira, coleta de resíduos, cavalo mecânico e transporte pesado. Do lado do motor, a lógica quanto ao compressor é semelhante à das demais famílias de classe pesada; o acionamento vem do trem de engrenagens do motor e o compressor fica na região traseira do motor. Nessa família, o que cria a diferença não é o motor, mas o modo de uso.
Em um veículo vocacional, o chassi não é um portador vazio. Implemento, sistema de basculamento, conexões da tomada de força, reservatórios de ar adicionais e as linhas de ar e hidráulicas que vão para o implemento ocupam espaço sobre o chassi e ao redor do motor. A possibilidade de aproximação lateral ou por baixo do compressor, que pode estar aberta em um cavalo mecânico de longa distância, pode estar fechada em uma betoneira que carrega o mesmo motor. Nesse ponto, o fator que define o acesso sai da família do motor e passa para o posicionamento do implemento.
A segunda diferença é o ambiente de trabalho. Em usos como canteiro de obras, área de mineração e coleta de resíduos, há acúmulo de poeira, lama e sal na região do motor; é necessária limpeza antes de alcançar o componente. Acrescentar essa etapa ao plano de acesso não muda a natureza do serviço, mas torna realista a sua duração.
A terceira diferença é que o perfil de uso do veículo aumenta o número de linhas ao redor do compressor. Em veículos com circuito de ar do implemento, o número de consumidores alimentados pelo compressor é maior e os trajetos de conexão passam pela região do motor. Isso aumenta tanto o número de conexões a desfazer durante o acesso quanto o número de pontos a verificar depois do serviço. Já a diferença de cilindrada entre MP7, MP8 e MP10 produz um resultado semelhante ao da família DD: conforme o motor cresce, o espaço ao redor dele diminui e o ângulo de aproximação se estreita.
Chassi International com motor Detroit: mesmo motor, instalação diferente
A característica distintiva do mercado norte-americano de veículos comerciais pesados é que as decisões de motor e de chassi podem ser tomadas separadamente. O comprador pode escolher a marca do chassi de um fabricante e definir o motor a partir de uma lista à parte. Essa é uma flexibilidade menos frequente na Europa e diz respeito diretamente ao tema desta página: a mesma família de motor aparece com arranjos de acesso diferentes em marcas de chassi diferentes.
Os chassis International são um exemplo típico dessa flexibilidade. Quando uma família de motor é usada junto com a geometria de capô, a posição de eixo dianteiro, o pacote de arrefecimento e a distância da parede frontal da cabine de outra marca de chassi, a posição do compressor sobre o motor não muda, mas o caminho para chegar até ela muda. O hábito que um técnico adquiriu em uma marca de chassi, do tipo "remova este painel, aproxime-se por esta direção", pode perder a validade quando o mesmo motor está em outro chassi. A informação de posicionamento se aprende com o motor, a informação de acesso se aprende com o chassi; quando as duas são confundidas, o que se obtém é uma estimativa de tempo errada.
Há um ponto a que se deve prestar atenção aqui: quais famílias de motor uma marca de chassi oferece como opção de fábrica varia conforme o ano-modelo, a série e o mercado. Essas listas são atualizadas com o tempo; parcerias comerciais mudam e as regulamentações de emissões remodelam as opções. Por isso, a família de motor de um veículo específico é determinada pela identificação do próprio veículo, e não por uma associação de marca ouvida de terceiros. Esta página não fornece uma lista de qual marca de chassi é vendida com qual motor; a única regra que ela dá é esta: confirme a família do motor no veículo e monte o plano de acesso conforme a série do chassi.
A aplicação prática é simples. Na abertura da ordem de serviço, duas informações são registradas separadamente: a família do motor e a série do chassi. A família do motor define a natureza do serviço; a série do chassi define o caminho do serviço. Nas oficinas em que essas duas informações são registradas juntas, a estimativa de tempo se torna precisa na repetição do mesmo serviço; nas oficinas em que apenas o nome da marca é registrado, cada veículo é redescoberto do zero.
Breve panorama dos motores europeus: Mercedes-Benz, MAN, Scania, Volvo, DAF e Iveco
Nas famílias europeias de motores de classe pesada, o compressor também é um componente que recebe acionamento do trem de engrenagens do motor e que, em uso pesado, geralmente é arrefecido pela água do motor; a lógica de posicionamento é da mesma família da classe pesada norte-americana. A distinção não aparece no motor, e sim na cabine: como a arquitetura de cabine basculante abre a parte superior e as laterais do motor em um único movimento, nos veículos pesados Mercedes-Benz, MAN, Scania, Volvo, DAF e Iveco o acesso ao compressor costuma ser uma operação mais direta do que nos chassis norte-americanos com capô. Para cada uma dessas famílias de motor, o posicionamento, o arranjo de acionamento e os detalhes de serviço são tratados separadamente em nossas páginas de motor correspondentes; esta seção apenas constrói a ponte, e o foco da página permanece nas plataformas norte-americanas.
Acesso ao compressor: diferenças de posicionamento que alteram o tempo de serviço conforme a família do motor
A carga de trabalho de acesso é formada por variáveis demais para ser reduzida a um único número; mas essas variáveis são contáveis. Na prática, os elementos que definem a duração de um serviço de compressor se reúnem em seis títulos, e todos eles dizem respeito ao posicionamento: direção de aproximação, número de componentes vizinhos que precisam ser removidos, se o circuito de arrefecimento será ou não tocado, densidade de conexões, ângulo de trabalho e necessidade de içamento ou apoio.
A direção de aproximação define em que região do motor se vai trabalhar. Um componente posicionado na região frontal ou lateral do motor pode ser alcançado por baixo do capô, enquanto para um componente posicionado na região traseira é preciso aproximar-se pela lateral, por baixo ou pelo vão atrás da roda. O número de componentes vizinhos contabiliza os obstáculos diante dessa aproximação; conforme a região do motor se adensa, esse número aumenta. O circuito de arrefecimento é o item que mais acrescenta tempo ao serviço: havendo conexão, entram na lista as etapas de preparo, drenagem, reabastecimento e sangria de ar.
A densidade de conexões cresce com o número de consumidores alimentados pelo compressor e atinge seu valor mais alto nos veículos vocacionais. O ângulo de trabalho expressa com que ângulo a mão e a ferramenta do técnico alcançam o componente; ângulos estreitos aumentam tanto a duração quanto o risco de erro. Já a necessidade de içamento e apoio nasce do peso e da posição do componente; entre uma posição acessada de cima e uma acessada por baixo há, nesse aspecto, diferença marcante.
Determinar o posicionamento antes de iniciar o serviço é o passo mais barato para aproximar a estimativa da realidade. A sequência a seguir não é um procedimento de desmontagem, mas uma sequência de planejamento:
- Registre a identidade do veículo e do motor. A marca e a série do chassi e a família do motor são anotadas separadamente; apenas uma das duas não basta para montar o plano do serviço.
- Confirme de qual extremidade do motor vem o acionamento. O trem de engrenagens estar na região frontal ou traseira do motor define desde o início a direção de aproximação.
- Verifique se existe conexão de arrefecimento. Havendo conexão, entram na lista os itens de preparo e de conclusão relativos ao circuito de arrefecimento; não havendo, esse item desaparece por completo.
- Conte os componentes ao redor. Cada componente no caminho de acesso é avaliado individualmente quanto a ser removido ou apenas afrouxado.
- Marque os trajetos das conexões. Quando as linhas a desfazer e as conexões elétricas são marcadas previamente, a etapa de remontagem encurta e o risco de conexão errada diminui.
- Escolha a direção de acesso e o equipamento necessário. A decisão de aproximar-se por cima, pela lateral ou por baixo e a necessidade de içamento, apoio e iluminação se definem nesta etapa.
- Anote a estimativa de tempo e, ao final, registre o tempo realizado. Quando a mesma combinação de motor e chassi voltar, a estimativa será feita a partir desse registro.
O produto mais valioso dessa sequência é o último item. Um registro de tempo em que a família do motor e a série do chassi são anotadas juntas dá à oficina, depois de alguns serviços, a sua própria tabela de plataformas; essa tabela se torna mais precisa do que qualquer guia geral poderia oferecer, porque foi produzida a partir dos veículos daquela frota.
| Arquitetura de chassi | Caminho de acesso típico | Obstáculo mais frequente | Tendência de carga de trabalho qualitativa |
|---|---|---|---|
| Cavalo mecânico convencional com capô (América do Norte) | Sob o capô, de forma limitada; aproximação lateral e pelo vão atrás da roda | A região traseira do motor ficar fora da abertura do capô | De média a alta |
| Veículo vocacional convencional com capô | Por baixo e pela lateral; variável conforme o implemento | Implemento, reservatórios adicionais e trajetos de linha obstruindo o caminho | Alta |
| Cavalo mecânico de cabine basculante (Europa) | Diretamente por cima, após bascular a cabine | Preparo para bascular a cabine e altura de trabalho | De baixa a média |
| Veículo vocacional de cabine basculante | Por cima; variável conforme as conexões do implemento | Circuitos do implemento passando pela região do motor | Média |
| Ônibus e chassis especiais | Por tampa de serviço ou pelo compartimento traseiro | Densidade de instalação interna e ângulo de acesso | Variável conforme o projeto do chassi |
A coluna de carga de trabalho qualitativa da tabela é, deliberadamente, comparativa e não numérica. Quantas horas um serviço leva depende da idade do veículo, do estado de acúmulo, da qualidade das intervenções anteriores, do equipamento da oficina e da experiência do técnico naquela plataforma. A única medida confiável dada nesta página é como as arquiteturas se ordenam umas em relação às outras para o mesmo serviço.
Por fim, um lembrete: informação de posicionamento não é uma decisão de peça. Saber em que ponto do motor o compressor fica não diz qual produto será instalado. A VADEN ORIGINAL produz compressores e peças de reposição equivalentes a OE para sistemas de freio a ar de veículos comerciais pesados; já a determinação do produto correto é um trabalho de correspondência feito por catálogo autorizado, a partir da identidade do motor e do chassi do veículo, e está fora do escopo desta página.
Como escolher entre essas duas classes de cilindrada conforme o perfil de uso e como verificar a compatibilidade está detalhado no guia compressor de ar simples ou duplo.
Categoria de produto: Compressor de ar
Quais perguntas revelam a profundidade de fabricação de um fornecedor e sua consistência ao longo do tempo é visto pelo lado das compras em como escolher um fabricante de compressores para freios a ar.
Guia principal: Compressor de ar: falhas, substituição e manutenção
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Perguntas frequentes
- É possível escolher o compressor pela informação da etiqueta do motor?
- Não. A etiqueta do motor fornece a família do motor e seus dados de identificação; não indica qual variante de compressor é a correta. Dentro de uma mesma família de motor pode haver diferentes níveis de equipamento, diferentes demandas de ar e diferentes arranjos de conexão, e isso não se lê apenas na etiqueta. A determinação da peça correta é um trabalho de correspondência feito por catálogo autorizado e registros de serviço, a partir da identidade do motor e do chassi do veículo. Esta página trata de posicionamento e acesso, não faz correspondência de peças.
- Como saber onde o compressor fica no motor antes de iniciar o serviço?
- Duas informações bastam: a família do motor e em qual extremidade está o trem de engrenagens. Nos motores norte-americanos de classe pesada, o arranjo comum é o acionamento retirado da cadeia de engrenagens na região traseira do motor e o compressor posicionado nessa mesma região. Já a posição exata é confirmada na documentação de serviço atualizada correspondente ao código do motor e do chassi do veículo; o ano-modelo e a opção de equipamento podem alterar o arranjo.
- A mesma família de motor fica sempre no mesmo lugar em qualquer chassi?
- Sua posição sobre o motor permanece, em grande medida, a mesma, porque essa é uma decisão da arquitetura do motor. O que muda é o acesso. Quando a mesma família de motor é instalada em um chassi com outra geometria de capô, outra posição de eixo dianteiro e outro pacote de arrefecimento, os componentes vizinhos a remover e a direção de aproximação para alcançar o mesmo componente podem mudar. Por isso, o posicionamento se aprende com o motor e o plano de acesso se aprende com o chassi.
- Qual é a diferença mais evidente entre as plataformas norte-americanas e europeias?
- A diferença não está no lado do motor, e sim na arquitetura da cabine. O arranjo dominante na América do Norte é o chassi convencional com capô; a abertura do capô não alcança a região traseira do motor e essa região é acessada pela lateral ou por baixo. O arranjo dominante na Europa é a cabine basculante; quando a cabine é inclinada, a parte superior e as laterais do motor se abrem em um único movimento. A posição do compressor sobre o motor é definida com lógica semelhante nas duas arquiteturas; o que difere é o caminho até ela.
- A resposta sobre compressor simples ou duplo muda conforme a família do motor?
- Essa não é uma questão de posicionamento, mas de capacidade e compatibilidade, e está fora do escopo desta página. O número de cilindros é determinado avaliando em conjunto a demanda total de ar do veículo e os arranjos de acionamento e arrefecimento, não se escolhe olhando apenas a marca do motor. Todos os critérios e a comparação estão tratados no guia Compressor de Ar Simples ou Duplo: Seleção e Compatibilidade.
- É sempre necessário bascular a cabine para alcançar o compressor?
- Não, isso depende inteiramente da arquitetura do chassi. Nos veículos de cabine basculante, a cabine é inclinada e a parte superior do motor é acessada diretamente, sendo esse geralmente o caminho mais curto. Nos veículos convencionais com capô, a cabine não é inclinada; o acesso se dá por baixo do capô, pela lateral, pelo vão atrás da roda ou por baixo. Qual caminho será escolhido se planeja antes de iniciar o serviço, conforme a região do motor e a instalação dos componentes ao redor.
- Por que o posicionamento gera mais trabalho no veículo vocacional?
- Embora o lado do motor não mude, o lado do chassi fica mais cheio. Implemento, sistema de basculamento, reservatórios de ar adicionais e as linhas de ar e hidráulicas que vão para o implemento ocupam espaço ao redor do motor e sobre o chassi; o caminho de aproximação lateral ou por baixo que está aberto em um cavalo mecânico pode estar fechado nesses veículos. Some-se a isso o acúmulo de poeira e lama trazido por usos como obra e coleta de resíduos; é preciso limpeza antes de alcançar o componente, e isso também acrescenta tempo ao plano de serviço.
- Como a conexão de arrefecimento do compressor afeta a duração do serviço?
- Em aplicações de classe pesada, é comum que o compressor seja ligado ao circuito de arrefecimento do motor. Essa conexão vincula a intervenção no componente à parte correspondente do circuito de arrefecimento; os itens de preparo, drenagem, reabastecimento e sangria de ar entram na lista de tarefas e a duração total aumenta. Nos arranjos arrefecidos a ar, esse item desaparece por completo. Qual é o arranjo do veículo deve ser confirmado na documentação de serviço atualizada correspondente à identificação do motor.
- Se o veículo não está fazendo pressão de ar, deve-se ir direto ao compressor?
- Não. A pressão subir com atraso ou não subir de forma alguma não aponta, por si só, para o compressor; a origem pode estar tanto no lado da produção de ar quanto no lado das perdas do sistema. Essa separação se faz por medição e é assunto de um fluxo de diagnóstico à parte. A informação de posicionamento só entra em cena depois de concluído o diagnóstico e tomada a decisão de intervenção; e a função desta página é exatamente essa etapa: planejar o caminho e a duração do serviço.
- As informações de posicionamento desta página valem para todos os anos-modelo?
- Não; o que aqui se apresenta descreve tendências comuns. Dentro de uma família de motor, o ano-modelo, o nível de emissões, o mercado e a opção de equipamento podem alterar a posição do compressor, o arranjo dos componentes ao seu redor e o caminho de acesso. Antes de qualquer intervenção em um veículo, é essencial consultar o manual de serviço atualizado do fabricante correspondente ao código do motor e do chassi do veículo.
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