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Tubos Hidráulicos de Direção: Avaria, Troca e Sangria

Guia técnico VADEN das linhas hidráulicas de direção em veículos pesados: sintomas de vazamento, entrada de ar, tipos de conexão, passos de troca e sangria.

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Durante uma manobra de um cavalo mecânico, o gemido que vem do volante aumenta de intensidade, e o som fica ainda mais evidente quando o condutor gira a direção até o batente. No dia seguinte, uma pequena mancha de óleo aparece sob o compartimento do motor; o nível do reservatório está mais baixo do que na verificação de uma semana antes. Na maioria das vezes, a primeira suspeita recai diretamente sobre a bomba ou a caixa de direção, mas o problema costuma estar num componente mais simples, porém crítico, situado entre esses dois: o conjunto de tubos e mangueiras hidráulicas de direção. Essas linhas parecem, à primeira vista, meras peças de conexão, mas como são responsáveis por transportar o óleo hidráulico sob pressão, mesmo uma pequena rachadura, uma braçadeira frouxa ou uma junta envelhecida afetam diretamente o controle da direção. Este guia aborda, do início ao fim, a função das linhas hidráulicas de direção em veículos comerciais pesados, os tipos de conexões e roscas, os sintomas de vazamento e entrada de ar, os passos de substituição e o procedimento de sangria.

Este documento foi elaborado pela equipe técnica da VADEN para os sistemas hidráulicos de direção de veículos comerciais pesados. Os valores aqui apresentados são de caráter geral; para dados exatos, o manual de serviço OE atualizado, correspondente ao código de motor e chassi do veículo, é sempre a referência definitiva. Última atualização: agosto de 2026.

O Que São os Tubos e Mangueiras Hidráulicas de Direção? Função e Estrutura

Os tubos e mangueiras hidráulicas de direção transportam o óleo hidráulico pressurizado entre a bomba de direção, a caixa de direção e o reservatório. A linha de pressão leva o óleo até a caixa, a linha de retorno o devolve ao reservatório, e a linha de sucção o puxa do reservatório para a bomba. Trechos fixos usam tubo de aço; pontos móveis usam mangueira trançada.

Em veículos comerciais pesados, a carga que recai sobre o eixo dianteiro e a ampla área de contato dos pneus tornam a direção pesada demais para ser girada apenas por uma caixa mecânica de engrenagens. A bomba de direção é acionada pelo motor e envia o óleo hidráulico que retira do reservatório à caixa de direção sob determinada pressão; o pistão ou a válvula rotativa dentro da caixa converte essa pressão numa força auxiliar que amplia o esforço aplicado pelo condutor no volante. As artérias que sustentam o sistema são justamente essas três linhas: a linha de pressão, que vai da bomba até a caixa; a linha de retorno, que volta da caixa ao reservatório; e a linha de sucção, que puxa o óleo do reservatório até a bomba. As três juntas formam um circuito fechado; ar ou vazamento em qualquer ponto do circuito reduz o desempenho de todo o sistema.

Nos trechos fixos e afastados de vibração do percurso, usa-se tubo de aço; a ponta do tubo costuma ser conformada em duplo abocardamento ou em formato cônico, para se encaixar de forma estanque na conexão. Nos pontos onde há movimento relativo constante entre motor e chassi — saída da bomba, entrada da caixa de direção, trechos que passam perto dos coxins do motor — prefere-se a mangueira flexível trançada. A mangueira é composta por um tubo interno de borracha, uma camada de reforço trançado em fio metálico ou têxtil que garante resistência à pressão, e uma capa protetora externa; já o tubo, por ser uma peça metálica única, não oferece folga de flexão, por isso nunca se conecta um tubo rígido a um ponto móvel.

Qual é a diferença entre a linha de pressão, a linha de retorno e a linha de sucção?

A linha de pressão é o trecho mais solicitado do circuito hidráulico de direção; transporta diretamente à caixa de direção a pressão gerada pela bomba, por isso é fabricada com mangueira ou tubo de parede mais espessa. A linha de retorno leva de volta ao reservatório, em baixa pressão, o óleo que já cumpriu sua função na caixa de direção; seu diâmetro costuma ser maior do que o da linha de pressão, pois prioriza o escoamento e não a velocidade do fluxo. Já a linha de sucção fica entre o reservatório e a entrada da bomba, e enquanto a bomba trabalha, forma-se nesse trecho um efeito de sucção abaixo da pressão atmosférica. Embora as três linhas pertençam ao mesmo sistema, se comportam de maneira fisicamente bem distinta: uma fragilidade na linha de pressão aparece como vazamento para fora, enquanto uma fragilidade na linha de sucção costuma se manifestar não como vazamento externo, mas como entrada de ar.

Quais são os tipos de conexões e roscas?

Nas linhas hidráulicas de direção são usadas diversas famílias de conexões, cada uma com uma lógica de vedação diferente; o tipo correto e o tipo errado podem parecer semelhantes, mas o passo da rosca e a superfície de vedação são diferentes, e uma conexão errada forçada no lugar danifica a rosca em pouco tempo. A tabela a seguir resume os tipos de conexão mais encontrados em campo.

Tipos comuns de conexões e acoplamentos em linhas hidráulicas de direção
Tipo de conexãoLógica de vedaçãoPonto de atenção
Conexão cônica JIC 37°A vedação ocorre pela pressão mútua de duas superfícies cônicas de 37 grausTorque excessivo deforma a superfície cônica; torque insuficiente causa vazamento
ORFS (O-ring de face plana)A vedação é feita por um anel O-ring comprimido entre superfícies planasA rosca deve ser iniciada à mão; forçar o início pode cruzar a rosca
Conexão banjo e arruela de vedaçãoUma arruela de cobre ou alumínio ao redor do parafuso veda a conexão giratóriaA arruela deve ser trocada a cada desmontagem; nunca reaproveitar a arruela endurecida
Conexão cônica métrica (DIN)Contato de superfície cônica com passo de rosca métricoPode ser confundida visualmente com a JIC; forçar um passo de rosca diferente danifica o tubo
Braçadeira de mangueira (compressão/worm-gear)Fixa mecanicamente a ponta da mangueira sobre o tubo ou nipleUsada em linhas de sucção e retorno de baixa pressão; sozinha não é suficiente na linha de pressão
Um vazamento do tamanho de uma ponta de agulha numa linha hidráulica pressurizada pode injetar óleo sob a pele se procurado com a mão desprotegida; mesmo não parecendo uma queimadura ou um corte, trata-se de uma lesão grave que exige atendimento médico imediato. A busca por vazamentos nunca deve ser feita com a mão enquanto o motor está em funcionamento, e sim com um pedaço de papelão ou madeira; após localizar o ponto exato, a pressão do sistema deve ser aliviada antes de qualquer intervenção.

Como Identificar uma Avaria na Linha Hidráulica de Direção? Sintomas e Diagnóstico

A avaria na linha hidráulica de direção geralmente não se manifesta como uma perda súbita, mas com sintomas que se agravam lentamente ao longo de alguns dias. A mudança no som, o endurecimento da direção e a queda no nível do reservatório devem ser avaliados em conjunto; mesmo um único sinal isolado já conta como alerta precoce. A tabela a seguir resume os sintomas mais encontrados em campo, suas possíveis causas e o método de verificação.

Sintomas de avaria na linha hidráulica de direção e forma de verificação
SintomaCausa provávelVerificação / confirmação
Zumbido/gemido ao girar a direção, audível também em linha retaNível do reservatório baixo ou entrada de ar pela linha de sucçãoVerifique o nível; inspecione visualmente e ao tato a mangueira e as braçadeiras da linha de sucção
Mancha de óleo sob o compartimento do motor, nível do reservatório caindo repetidamenteVazamento na linha de pressão ou retorno; conexão frouxa ou junta endurecidaCom o motor em funcionamento, varra as linhas com papelão; limpe as conexões e observe novamente
Óleo no reservatório com aspecto espumoso ou leitosoHá ar no sistema; geralmente perda de vedação do lado da sucçãoObserve o reservatório por alguns minutos com o motor em marcha lenta; se a espuma persistir, verifique a linha de sucção
Direção nitidamente mais pesada, sobretudo em manobras de estacionamentoNível de óleo baixo, fome de sucção da bomba ou mangueira amassada/dobradaMeça o nível; verifique o diâmetro interno da mangueira quanto a amassamento e dobras
Vibração no volante ou leve kickbackBolsão de ar na linha ou clipe de fixação frouxo fazendo a linha vibrarVerifique o percurso da linha e a fixação dos clipes/suportes
Fina marca de óleo na região da conexão que aumenta com o tempoJunta ou O-ring da conexão envelhecido ou apertado com torque incorretoAntes de desmontar a conexão, alivie a pressão, troque a junta e aperte com o torque OE

Por que ocorre zumbido ou gemido no sistema de direção?

O zumbido ou gemido ouvido no sistema de direção não pode ser atribuído a uma única causa, mas em campo costuma vir de três fontes principais. A primeira é o nível de óleo baixo: quando a bomba não encontra óleo suficiente, ela também puxa ar junto, produzindo um zumbido característico. A segunda é a entrada de ar pela linha de sucção, e a terceira são os componentes internos desgastados da bomba. Um chiado curto, ouvido quando a direção é girada até o batente e mantida ali por alguns segundos, é o som normal de funcionamento da válvula de segurança interna que limita a pressão em marcha lenta, e não conta, por si só, como avaria; o que realmente merece atenção é o som ser ouvido continuamente mesmo com a direção centralizada, ou se intensificar com o tempo.

Como se detecta a entrada de ar pelo lado da sucção?

A linha de sucção fica num ambiente abaixo da pressão atmosférica enquanto a bomba trabalha; por isso, uma rachadura, uma fissura capilar pequena demais para ser vista a olho nu, ou uma braçadeira frouxa nessa linha puxam ar para dentro em vez de vazar óleo para fora. Como resultado, zumbido, direção mais pesada e óleo espumoso podem surgir sem nenhuma mancha visível no chão; isso torna as avarias do lado da sucção muito mais difíceis de perceber do que os vazamentos na linha de pressão. O diagnóstico começa observando o reservatório: se houver espuma ou bolhas persistentes na superfície do óleo com o motor em marcha lenta, é provável que haja entrada de ar. O segundo passo é verificar com cuidado, à mão, a mangueira e as braçadeiras ao longo da linha de sucção, procurando trechos endurecidos ou rachados; como a linha de sucção trabalha sob vácuo, borrifar água com sabão e procurar bolhas aqui é enganoso: o vazamento não sopra ar para fora, e sim puxa ar para dentro, e a própria água com sabão pode ser sugada para o circuito hidráulico e danificá-lo. O método correto é cobrir a área suspeita com uma película fina de óleo hidráulico limpo; se o vazamento for vedado temporariamente dessa forma, o zumbido cessar ou a espuma no reservatório diminuir de modo visível denuncia o ponto de vazamento. Para confirmação segura, a linha pode ser desmontada e submetida a um teste de estanqueidade a baixa pressão com o motor desligado, ou a mangueira suspeita pode ser trocada provisoriamente junto com a braçadeira, observando o ruído. O terceiro passo é confirmar que o orifício de ventilação da tampa do reservatório não está entupido; uma tampa entupida também cria um efeito de vácuo semelhante e pode imitar uma avaria na linha de sucção.

Se a espuma no reservatório desaparece rapidamente com o óleo quente e reaparece quando ele esfria, a quantidade de ar é pequena e geralmente vem de uma leve folga na fixação da linha. Se a espuma permanece visível continuamente com o motor em funcionamento e não desaparece em poucos minutos, há uma perda de vedação séria na linha de sucção; nesse caso, a troca da linha não deve ser adiada.

Como Trocar a Linha Hidráulica de Direção? Passo a Passo

  1. Estacione o veículo em piso plano, acione o freio de estacionamento, alinhe as rodas na posição reta e desligue o motor.
  2. Com o motor desligado, gire a direção lentamente de batente a batente algumas vezes para aliviar a pressão residual que possa ter ficado na linha.
  3. Abra a tampa do reservatório, coloque um recipiente coletor de óleo embaixo e identifique a linha a ser removida, marcando se é a linha de pressão, de retorno ou de sucção.
  4. Afrouxe com a chave de tamanho adequado a conexão em ambas as pontas da linha a ser trocada; desmonte segurando pelo corpo da conexão, e não torcendo a mangueira.
  5. Remova a linha, escoe o óleo restante no recipiente coletor e feche temporariamente com uma tampa limpa ou um pano as aberturas expostas da bomba, da caixa e do reservatório.
  6. Compare a linha antiga com a nova peça quanto a comprimento, diâmetro, tipo de conexão e passo de rosca; até uma pequena diferença já indica peça incorreta.
  7. Limpe as superfícies das conexões e os assentos; se necessário, instale uma arruela de vedação ou um O-ring novo; não reutilize a junta antiga.
  8. Posicione a nova linha no percurso original, encaixando-a nos clipes e suportes; certifique-se de que ela não toca no escapamento, no turbo ou em peças móveis.
  9. Rosqueie primeiro as conexões à mão para evitar cruzar a rosca e, em seguida, aperte gradualmente até o torque especificado pelo fabricante.
  10. Complete o reservatório com o óleo hidráulico especificado para o veículo, entre as marcas mínima e máxima; não misture com um tipo de óleo diferente.
  11. Feche a tampa, faça uma última verificação visual de todas as conexões antes de ligar o motor e siga para o procedimento de sangria.

Como Fazer o Procedimento de Sangria no Sistema Hidráulico de Direção?

Depois de trocar a linha hidráulica de direção ou de o reservatório ficar completamente vazio, sempre fica ar preso no sistema; sair para rodar sem eliminar esse ar causa tanto ruído quanto o desgaste prematuro da bomba por cavitação. O procedimento de sangria é simples, mas exige etapas em sequência e não deve ser feito com pressa.

  • Primeiro, com o motor desligado, ajuste o nível do reservatório entre as marcas mínima e máxima; na primeira partida, o sistema vai puxar óleo para dentro de si e o nível cairá rapidamente.
  • Ligue o motor em marcha lenta e não gire a direção nessa fase; observe o nível do reservatório por alguns minutos e complete o óleo conforme ele for caindo.
  • Depois que o nível se estabilizar, gire a direção lentamente de batente a batente algumas vezes; espere poucos segundos em cada posição extrema, sem prolongar o tempo.
  • Repita esse ciclo de giro até que a formação de bolhas no reservatório diminua e o óleo fique translúcido.
  • Desligue o motor e aguarde alguns minutos; verifique novamente o nível com o óleo frio; a diferença entre os níveis quente e frio deve estar dentro do normal.
  • Teste o veículo em baixa velocidade num local seguro, fazendo curvas completas para os dois lados, e confirme que o som e a sensação da direção voltaram ao normal.
Manter a direção no batente por muito tempo durante a sangria faz com que a bomba continue pressurizando o óleo sem fluxo; isso causa superaquecimento do óleo e desgaste prematuro da bomba. Da mesma forma, ligar o motor em alta rotação com o reservatório vazio faz a bomba trabalhar a seco e pode causar dano permanente; o nível deve sempre ser verificado antes de qualquer coisa.

Pontos de Atenção (erros comuns)

  • Procurar apenas vazamento externo: as avarias na linha de sucção quase nunca deixam mancha; uma verificação que olha só para o chão deixa passar a entrada de ar.
  • Apertar demais a conexão: o torque excessivo, aplicado com a ideia de que "mais apertado veda melhor", deforma permanentemente a superfície cônica ou o O-ring e aumenta o vazamento.
  • Reaproveitar a arruela de vedação antiga: as arruelas de cobre ou alumínio das conexões banjo endurecem depois de apertadas uma vez; reutilizadas, não garantem mais a vedação.
  • Desmontar torcendo a mangueira: aplicar torque segurando pelo corpo da mangueira, e não pelo corpo da conexão, enfraquece o trançado interno e deixa um dano invisível.
  • Misturar tipos diferentes de óleo hidráulico: misturar óleo de base mineral com um óleo de formulação diferente pode causar inchaço ou endurecimento do material das juntas e O-rings.
  • Pular a etapa de sangria: mesmo que o reservatório pareça cheio, se restar ar no sistema, a bomba responderá com ruído de cavitação e desgaste ao longo do tempo.
  • Fixar a linha fora do percurso original: uma mangueira aproximada do escapamento ou do turbo endurece e racha muito antes do esperado por causa do calor.

Valores Técnicos e Pontos de Verificação

A tabela a seguir resume os principais pontos de verificação de campo na linha hidráulica de direção e as faixas gerais de referência. Os valores variam conforme o modelo do veículo, o tipo de bomba e o projeto da caixa de direção; o valor exato deve sempre ser obtido no manual de serviço OE atualizado do veículo.

Pontos de verificação da linha hidráulica de direção (referência geral)
Ponto de verificaçãoReferência geralO que um desvio indica
Nível de óleo do reservatórioEntre as marcas mínima e máxima, atenção à diferença entre nível frio e quenteSe baixo, há vazamento ou entrada de ar no sistema
Pressão de trabalho da linha de pressãoFaixa alta em bar, conforme o tipo de bomba e de caixa de direção (o valor OE é a referência)Se baixa, pode haver desgaste da bomba ou vazamento interno
Pressão da linha de retorno/sucçãoPróxima da pressão atmosférica, faixa baixa em barVácuo ou pressão anormal indica obstrução ou entrada de ar
Torque de aperto da conexãoTorque de nível médio, variável conforme o tipo de conexão (o valor OE é a referência)Se baixo, vazamento; se alto, risco de deformação da junta/cone
Raio de curvatura da mangueiraDeve permanecer acima do raio mínimo definido pelo fabricanteUma curva fechada demais enfraquece o trançado interno e pode causar ruptura com o tempo
Aspecto do óleo hidráulicoLímpido, com a cor característica, sem espumaSe espumoso, indica ar; se escuro/com cheiro de queimado, indica superaquecimento
Filtro de sucção do reservatórioLimpo, sem obstruçãoSe entupido, a bomba sofre fome de sucção e o zumbido aumenta
Os valores de pressão e torque variam muito de um sistema para outro; as faixas desta tabela servem apenas como orientação geral. Embora não seja tão direta quanto o sistema de freios, a linha hidráulica de direção é um componente de segurança que afeta o controle do veículo, por isso os valores exatos devem sempre ser buscados no manual de serviço OE correspondente ao código de motor e chassi do veículo.

Como Fazer a Manutenção e Prolongar a Vida Útil da Linha Hidráulica de Direção?

O maior fator que determina a vida útil da linha hidráulica de direção é o calor. Uma mangueira passada perto do tubo de escapamento, do turbocompressor ou de superfícies quentes do motor endurece e racha muito antes da vida útil prevista pelo fabricante. Na manutenção periódica, deve-se confirmar que o percurso da linha permanece fixo nos clipes e suportes originais, sem tocar em nenhum ponto em peças móveis.

O nível do reservatório e o aspecto do óleo são os indicadores mais baratos da saúde da linha. A cada manutenção periódica, o nível deve ser verificado e a cor e o odor do óleo avaliados; escurecimento ou cheiro de queimado indicam superaquecimento no sistema e, indiretamente, que as linhas também estão expostas a esse calor. O filtro de sucção do reservatório deve ser verificado regularmente para não ficar entupido, garantindo que a bomba consiga puxar óleo suficiente pela linha de sucção.

Em frotas, especialmente em veículos que operam em clima quente ou fazem manobras urbanas frequentes, a inspeção visual das mangueiras deve ser feita com mais frequência do que a manutenção anual. Quando se observa uma rede de rachaduras na superfície da mangueira, inchaço ou sinal de umidade na região da conexão, planejar a substituição antes que o vazamento comece evita uma avaria inesperada na estrada.

Veículos diferentes podem usar tipos diferentes de óleo hidráulico; alguns sistemas especificam óleo de direção mineral próprio, outros usam óleo de transmissão automática (ATF). Usar o tipo de óleo OE específico do veículo ao completar o reservatório é a forma mais simples de preservar a vida útil das juntas e dos O-rings.

Família de Produtos VADEN ORIGINAL de Tubos Hidráulicos de Direção

A VADEN ORIGINAL fabrica, nas medidas OE, os conjuntos de tubos hidráulicos de direção para veículos comerciais pesados; esses tubos foram projetados para cobrir os tipos de rosca e as geometrias de conexão mais usados em aplicações de caminhões, cavalos mecânicos e ônibus. A bomba de direção e a caixa de direção, os outros componentes principais do mesmo circuito, também fazem parte da linha VADEN ORIGINAL.

Para encontrar a linha correta, apenas a marca e o modelo do veículo não são suficientes; usar o código de motor e chassi do veículo junto com o número de referência OE gravado na peça atual elimina o risco de vazamento e entrada de ar causado por tipo de rosca ou diâmetro incorretos. A linha hidráulica de direção não é um componente que funciona de forma isolada; ela é o elo condutor da corrente que garante que a pressão gerada pela bomba chegue sem perdas à caixa de direção, que o reservatório envie óleo ao circuito sem entrada de ar, e que o óleo utilizado retorne de forma limpa. Na biblioteca de guias técnicos VADEN também estão disponíveis guias específicos de avaria, substituição e manutenção para a bomba de direção e a caixa de direção.

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Perguntas frequentes

A linha hidráulica de direção e a mangueira são a mesma coisa?
Não exatamente. A linha é um termo geral que abrange todo o sistema — tanto os trechos fixos de tubo de aço quanto os trechos flexíveis de mangueira. Já a mangueira é apenas a parte flexível dessa linha, usada nos pontos móveis ou sujeitos a vibração; nos trechos fixos, geralmente prefere-se o tubo metálico.
Que óleo é usado na linha hidráulica de direção?
Varia conforme o veículo; alguns sistemas usam óleo hidráulico de direção mineral específico, outros funcionam com óleo de transmissão automática (ATF). Os dois tipos não devem ser usados um no lugar do outro, pois os materiais de juntas e O-rings reagem de forma diferente a cada tipo de óleo. O tipo correto é indicado no manual de serviço OE do veículo ou na tampa do reservatório.
Ao trocar a linha hidráulica de direção, a sangria é obrigatória?
Sim. Sempre entra ar no sistema quando a linha é removida e reinstalada; uma bomba acionada sem que esse ar seja eliminado faz ruído e se desgasta com o tempo devido à cavitação. O procedimento de sangria não deve ser pulado, e o nível do reservatório deve ser monitorado continuamente durante todo o processo.
É possível usar o veículo com vazamento na linha hidráulica de direção?
Não é recomendado. Enquanto o vazamento persistir, o nível do reservatório continuará caindo, e quando cair abaixo do ponto crítico, a bomba começará a puxar ar; isso pode causar um enfraquecimento repentino da assistência de direção. Ao perceber o vazamento, o veículo deve ser levado à revisão o quanto antes, e o nível deve ser acompanhado com frequência nesse período.
O zumbido na linha hidráulica de direção é sempre sinal de avaria?
Não. Um chiado curto, ouvido quando a direção é girada até o batente e mantida ali por alguns segundos, é um som normal causado pela válvula de segurança interna limitando a pressão. Porém, se o som também for ouvido com a direção centralizada ou se intensificar com o tempo, deve-se investigar nível de óleo baixo, entrada de ar ou desgaste da bomba.
Por que o óleo espumoso no reservatório é perigoso?
A espuma é o sinal visível de que há ar no sistema. Como o ar é compressível, ele torna irregular a pressão gerada pela bomba; isso causa oscilação na assistência de direção, ruído e, a longo prazo, desgaste da bomba. Ao notar espuma persistente, a linha de sucção deve ser verificada prioritariamente.
Com que frequência a linha hidráulica de direção deve ser trocada?
Não há um intervalo fixo de troca definido por quilometragem ou tempo para a linha; as mangueiras são trocadas quando a inspeção visual mostra sinais de rachadura, inchaço ou vazamento. Mangueiras que trabalham em percursos próximos ao calor e linhas de veículos com manobras intensas podem se desgastar mais cedo do que as demais.
A junta da conexão banjo deve ser trocada a cada vez?
Sim. A arruela de vedação de cobre ou alumínio da conexão banjo endurece no primeiro aperto, garantindo a vedação; ao ser desmontada e remontada, ela não garante mais a mesma vedação. Usar uma arruela nova em cada desmontagem elimina desde o início uma causa pequena, mas frequente, de vazamento.
O que devo observar ao escolher a linha hidráulica de direção?
A base mais confiável para a escolha é o número de referência OE gravado na peça atual e o código de motor/chassi do veículo. Além disso, o diâmetro, o comprimento, o tipo de conexão e o passo de rosca da linha devem corresponder exatamente ao original; uma conexão que parece semelhante, mas tem passo de rosca diferente, danifica a rosca e causa vazamento se instalada à força.
O que acontece se a pressão da linha hidráulica for alta, e por que a pressão é importante?
A pressão na linha de pressão determina a capacidade da caixa de direção de ampliar o esforço do condutor; se estiver baixa, a direção fica pesada, e se estiver na faixa correta, a assistência é equilibrada. Já um aumento anormal de pressão geralmente vem de uma linha de retorno obstruída ou de uma válvula de segurança com defeito, e impõe uma sobrecarga extra às conexões da linha; por isso, em caso de problemas de pressão, a integridade da linha também deve ser verificada.

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