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O Virabrequim do Compressor é a subcategoria que reúne o eixo virabrequim que gira dentro do cárter do compressor de freio a ar, com os mancais e os componentes de vedação necessários ao seu funcionamento. Dentro da cadeia Peças do Compressor, em Compressores de Freio a Ar, o grupo inclui o virabrequim, os kits de reparo, o flange, os mancais principais e buchas de biela, além de retentores e anéis de ajuste. Na oficina, essas peças costumam ser chamadas apenas de virabrequim do compressor. Como o compressor gira continuamente com o motor, esse conjunto é um dos mais expostos ao número de ciclos no sistema de freio pneumático; por isso a categoria atende oficinas que preferem recondicionar o compressor de forma econômica, sem trocar a unidade completa.
O conjunto do virabrequim é o primeiro elo da cadeia que transforma o movimento do motor em ar comprimido. O movimento vindo da engrenagem, da polia ou da embreagem chega ao virabrequim e, dali, é transmitido ao pistão pela biela.
Os virabrequins de compressor costumam ser fabricados em aço forjado ou ferro fundido nodular; os munhões passam por têmpera por indução e retificação de precisão. Essa sequência é decisiva para o filme de óleo se formar sem interrupção e para o material do mancal não sofrer fadiga precoce. Além da dureza, a profundidade da têmpera importa: um eixo com camada rasa a perde já na primeira retificação.
A lógica dimensional se baseia no diâmetro do munhão principal, no diâmetro do munhão de biela e no curso; o tipo de extremidade de acionamento e o comprimento do eixo tornam a peça única. Com o eixo retificado, usam-se classes de subdimensão, e os mancais devem ser da mesma classe. As folgas ficam na casa dos centésimos de milímetro, e os torques variam com o diâmetro da fixação; por isso o manual de serviço atualizado do fabricante do veículo é sempre a referência final.
A categoria reúne famílias de componentes complementares. Conforme a falha, às vezes basta renovar retentor e junta; em outros casos, eixo e mancais são trocados juntos.
O ponto de partida é o número OE e a etiqueta de tipo gravados no corpo do compressor. Como o mesmo modelo de veículo pode usar compressores diferentes conforme o motor, escolher a peça só pela marca e pelo modelo costuma dar errado.
| Critério | Como verificar? | Por que importa? |
|---|---|---|
| Número OE / OEM | Leia a etiqueta do corpo e o número de fundição | O mesmo motor pode ter várias variantes |
| Tipo de compressor | Identifique se é de um ou dois cilindros | Curso e munhões mudam de medida |
| Interface de acionamento | Meça se a conexão é cônica, chavetada ou flangeada | Interface errada impede a montagem |
| Classe dimensional | Meça o diâmetro do munhão com micrômetro | Mancal e eixo devem ser da mesma classe |
| Canais de óleo | Compare a posição dos furos com a peça antiga | Canal incompatível corta a lubrificação |
| Aplicação no veículo | Confirme a variante Mercedes-Benz, MAN, Scania, Volvo, DAF, Iveco | Reduz o tempo de parada |
A vida útil do virabrequim depende, sobretudo, da qualidade da lubrificação e da disciplina na montagem. Como a linha de óleo do compressor é alimentada pelo circuito do motor, falhas no intervalo de manutenção afetam direto os mancais.
Falhas de origem no virabrequim quase sempre chegam à oficina como reclamação de freio: o motorista relata pressão lenta ou ruído no compressor. Ler o sintoma corretamente evita a troca desnecessária da unidade inteira.
A VADEN é fabricante especializada em compressores de freio a ar e seus componentes. Os produtos do grupo do virabrequim seguem a mesma lógica de medidas e materiais da unidade original.
O Virabrequim do Compressor é o conjunto motriz que determina a capacidade do compressor de gerar pressão e, bem escolhido, garante um recondicionamento bem mais econômico que a troca da unidade completa. O caminho até a peça certa começa no número OE e passa pela medida do munhão, pela interface de acionamento e pela classe dimensional. Com limpeza e disciplina de torque na montagem, o virabrequim garante vida útil longa.
O que acontece quando o virabrequim do compressor se desgasta?
À medida que a superfície do munhão se desgasta, a folga do mancal aumenta e passa a se ouvir uma batida rítmica vindo do cárter. Com o aumento da folga, sobe a quantidade de óleo que chega ao cilindro, o tempo de enchimento do reservatório de ar fica mais longo e o óleo começa a se acumular na linha de ar. Diante desses sintomas, é preciso verificar as medidas do eixo e dos mancais e, se necessário, renovar todo o conjunto motriz.
Devo comprar um kit de reparo do virabrequim ou um virabrequim completo?
Se as superfícies dos munhões estiverem dentro dos limites de medida e não houver riscos, ovalização ou trincas, um kit de reparo com mancal, retentor e junta costuma ser suficiente. Se o eixo já estiver abaixo do limite de retificação, apresentar empenamento ou marcas de agarramento, é preciso trocar o virabrequim completo. Antes de decidir, o eixo deve ser medido em vários pontos e em dois eixos de referência.
Como identifico a peça correta do virabrequim?
O método mais confiável é fazer a referência cruzada a partir do número OE gravado no corpo do compressor. Em seguida, é preciso confirmar se o compressor é de um ou dois cilindros, a interface da extremidade de acionamento, o diâmetro do munhão e a classe dimensional. Como o mesmo modelo de veículo pode usar tipos diferentes de compressor conforme a variante de motor, apenas a marca e o modelo não são suficientes.
Quando se deve usar um mancal do virabrequim em subdimensão?
Se o virabrequim já foi retificado antes, o diâmetro do munhão ficou abaixo da medida padrão, e nesse caso deve-se usar um mancal ou bucha de subdimensão na mesma classe. Montar um mancal padrão em um eixo já retificado aumenta demais a folga, reduz a pressão de óleo e provoca batida em pouco tempo. O diâmetro do eixo precisa obrigatoriamente ser medido com micrômetro antes da montagem.
Quais valores de torque e folga valem para a montagem do conjunto do virabrequim?
A folga e o torque de aperto variam conforme o tipo de compressor, o diâmetro da fixação e a especificação do fabricante, por isso não é correto indicar um valor genérico. As folgas radial e axial são mantidas dentro de uma faixa bem estreita, e a medição é feita com relógio comparador. Para os valores exatos, o manual de serviço atualizado do fabricante do veículo é sempre a referência.
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