Câmara de freio: falhas, substituição e manutenção
Sistemas de freio a ar

Câmara de freio: falhas, substituição e manutenção

Vaden Team
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Temmuz 12, 2026

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A câmara de freio (câmara de ar), em veículos comerciais pesados, é o atuador que forma o coração do sistema pneumático de freios: converte a pressão de ar armazenada na força mecânica de empuxo que efetivamente aplica o freio. Em cavalos mecânicos, caminhões e ônibus, a força produzida por uma única câmara chega a centenas de quilogramas; por isso, erros de seleção, de montagem e de manutenção afetam diretamente a distância de parada e a segurança de condução. Este guia trata, em nível de especialista, o funcionamento da câmara, o diagnóstico de falhas, a substituição segura e os valores de verificação, conforme a prática de serviço de veículos a diesel pesados e as normas de freio vigentes, como a FMVSS 393.47 e a ECE R13.

Resumo (visão rápida): A câmara de freio converte a pressão de ar em força na haste de empuxo. Há dois tipos principais: serviço (aplica ao pisar o pedal) e mola/estacionamento (aplica quando o ar é cortado — fail-safe). As falhas mais frequentes são o rasgo do diafragma (vazamento contínuo de ar) e o curso excessivo (queda da força de frenagem). Antes de soltar a câmara de mola, trave-a obrigatoriamente (caging) — pular essa etapa é fatal. O curso aplicado é sempre medido com o motor desligado e o reservatório entre 90–100 psi (≈6,2–6,9 bar); a câmara deve ser levada ao serviço antes de o curso atingir o limite de ajuste da FMVSS 393.47 (na prática, ~6 mm antes).

O que é a Câmara de Freio (Câmara de Ar)? Função e Princípio de Funcionamento

A câmara de freio é um conversor de força totalmente pneumático que transmite a pressão de ar, por meio do diafragma, à haste de empuxo (push rod) e movimenta o ajustador de folga do freio (o mecanismo do came em S ou da pinça a disco). Não é eletrônica; produz força apenas pela relação pressão × área efetiva do diafragma. Nos veículos pesados usam-se dois tipos básicos:

  • Câmara de serviço: entra em ação quando o motorista pisa no pedal de freio. A pressão de ar empurra o diafragma, que impulsiona a haste de empuxo para fora e o freio é aplicado; quando a pressão cai, a mola de retorno recua a haste. As câmaras que possuem apenas esse tipo costumam ficar nos eixos dianteiros.
  • Câmara de mola / estacionamento (spring brake): é o tipo de segunda câmara, acrescentado atrás da câmara de serviço, que contém uma potente mola de força. É padrão nos eixos traseiros e nos cavalos mecânicos. Aqui a lógica é inversa: enquanto há ar no sistema, a mola é comprimida e retida pela pressão de ar (freio liberado); quando o ar é cortado, a mola se solta e aplica o freio mecanicamente. Graças a esse projeto fail-safe, quando ocorre perda de ar o veículo não fica sem freio; ao contrário, o freio de estacionamento/emergência é acionado automaticamente.

Estrutura interna da câmara (corte): que peça faz o quê?

Imagine uma câmara combinada (serviço + mola) em corte, da face dianteira para trás; os componentes básicos que facilitam o rastreamento de falhas em campo são:

  1. Haste de empuxo e forquilha (yoke): o elemento externo que transmite a força ao ajustador de folga do freio; é protegido pela coifa de pó (câmara body boot).
  2. Diafragma de serviço: a membrana flexível que empurra a pressão vinda da porta de ar de serviço. Se rasgar, há vazamento contínuo de ar e perda de força.
  3. Mola de retorno: recua a haste de serviço quando a pressão cai; se enfraquecer, causa arraste do freio.
  4. Placa separadora (central) e cinta de braçadeira: o corpo que separa as câmaras de serviço e de mola; a braçadeira que une os dois corpos é o ponto mais frequente de vazamento de junta.
  5. Mola de força (estacionamento): a mola principal, de alta tensão, na câmara de mola. Antes da desmontagem, é obrigatoriamente travada (caging).
  6. Diafragma/pistão de mola e alojamento do parafuso de travamento: a região onde ficam a membrana que segura a pressão de estacionamento e o parafuso que serve para reter mecanicamente a mola.

As câmaras são dimensionadas conforme a capacidade de curso da haste de empuxo. Os números de "Tipo" comuns expressam a área efetiva aproximada (nominal) do diafragma em polegadas quadradas; isso é uma referência de projeto, não um valor de área rigorosamente exato. Os mais usados são Tipo 20, Tipo 24, Tipo 30 (também se veem Tipo 16 e Tipo 36). Um número de Tipo maior significa, aproximadamente, maior força de frenagem à mesma pressão. Há ainda variantes de curso padrão e de curso longo (long-stroke / "LS"); as câmaras de curso longo oferecem uma janela de ajuste maior à medida que a pastilha de freio se desgasta, e a porta de ar do lado da mola tem seção quadrada (no padrão é redonda).

Na cinta de braçadeira e no corpo de uma câmara estão gravados o número de tipo e o tipo de curso. Ao escolher a peça de reposição, o número de tipo, o tipo de curso (padrão/LS), o comprimento da haste de empuxo e o flange de fixação (distância entre os prisioneiros duplos) devem coincidir exatamente; apenas "parecer igual" não basta.

Sintomas de Falha e Diagnóstico

As falhas da câmara vêm, na maioria das vezes, por dois caminhos: vazamento de ar (diafragma/braçadeira/porta) e enfraquecimento mecânico (fadiga da mola, emperramento da haste, curso incorreto). Ler o sintoma corretamente evita a troca desnecessária de peças e o diagnóstico errado.

Sintoma 1: Consumo contínuo de ar e o compressor que não para

Com o motor em marcha lenta e o freio mantido pressionado (ou com o freio de estacionamento liberado), um chiado vindo da região da câmara e a queda rápida da pressão de ar são, tipicamente, rasgo do diafragma ou vazamento da junta da braçadeira. Testa-se a cinta de braçadeira e as portas de ar com água e sabão, procurando bolhas.

Sintoma 2: Frenagem fraca ou atrasada

Um diafragma parcialmente furado deixa escapar parte da pressão, de modo que a haste de empuxo não produz força total; o veículo "demora a frear" ou um eixo segura fraco. Mesmo sem se romper por completo, o diafragma cria desequilíbrio de frenagem (o veículo puxa para um lado).

Sintoma 3: O freio de estacionamento não solta ou fica travado

Se a mola interna da câmara de mola quebrou, corroeu ou a passagem de ar obstruiu, o freio de estacionamento não abre apesar de haver ar no sistema. Inversamente, quando a estrutura de retenção da mola falha, pode ocorrer aplicação indesejada do freio (arraste, aquecimento) com o veículo em movimento.

Sintoma 4: Alongamento do curso da haste de empuxo

O desgaste da pastilha, a falha do ajustador de folga (ajustador automático) ou o enfraquecimento da mola fazem a haste de empuxo sair mais do que o normal a cada aplicação de freio. Curso excessivo significa queda da força de frenagem e é a não conformidade mais frequentemente relatada nas inspeções de beira de estrada.

Sintoma 5: Dano visível externo e corrosão

Ferrugem no corpo, rasgo na coifa da haste (coifa de pó), entrada de barro/água e congelamento esgotam rapidamente o diafragma interno e a mola. Na inspeção visual, uma trinca na coifa é um alerta precoce.

Tabela 1 — Matriz Sintoma / Causa Possível / Verificação:

SintomaCausa possívelVerificação / Confirmação
Chiado contínuo com o freio pressionado, queda de pressãoRasgo do diafragma, vazamento da junta da cinta de braçadeiraÁgua e sabão na braçadeira e nas portas; observe a formação de bolhas
Frenagem fraca / desequilibrada, veículo puxa para um ladoFuro parcial do diafragma, perda de força em um eixoComparação de curso e pressão por eixo; contato da pastilha
O freio de estacionamento não abre / travadoMola quebrada na câmara de mola, corrosão, obstrução do canal de arConfirme a pressão de alimentação; solte manualmente com o parafuso de travamento
O freio demora a assentar, resposta atrasadaFadiga da mola, emperramento da haste, restrição na linha de arTempo de aplicação-liberação; movimento livre da haste
A haste de empuxo sai muito mais que o normalDesgaste da pastilha, falha do ajustador, enfraquecimento da molaMeça o curso aplicado a 90–100 psi; compare com o limite do tipo
Trinca, ferrugem, água-congelamento na coifa do corpo/hasteRasgo da coifa de pó, corrosão externa, umidade internaInspeção visual; integridade da coifa da haste e do corpo
Arraste de freio, superaquecimento do tambor/discoMola de retorno fraca, haste não retorna, estacionamento parcialmente aplicadoObserve, na liberação, se a haste recua totalmente

Como medir corretamente o curso aplicado?

A medição do curso é a etapa mais crítica do diagnóstico e é feita da seguinte forma:

  1. Ajuste as condições: o motor deve estar desligado, o freio de estacionamento liberado e o reservatório de ar na faixa de 90–100 psi (≈6,2–6,9 bar). Como, fora dessa faixa de pressão, a força produzida pelo diafragma e o curso medido variam, leituras feitas em pressões diferentes não são comparáveis entre si; por isso, toda medição deve ser feita na mesma janela de pressão.
  2. Marque a posição livre: com o freio totalmente solto, marque o ponto em que a haste sai do corpo da câmara em relação a uma referência fixa que sirva de apoio para régua de aço/paquímetro (marca de caneta permanente ou entalhe de giz). Escolher um ponto de referência fixo em relação ao corpo, e não na própria haste, reduz o erro de leitura.
  3. Aplique freio total: uma segunda pessoa deve pisar o pedal a fundo (ou aplicar a linha de serviço totalmente). Marque novamente a posição mais externa (de saída total) da haste.
  4. Meça a diferença: meça a distância entre as duas marcas com régua de aço, paquímetro ou o indicador de curso (stroke indicator/gabarito marcado) produzido para esse fim. Esse valor é o "curso aplicado".
  5. Compare com o limite: compare o valor obtido com o limite de ajuste da FMVSS 393.47 correspondente ao tipo e ao tipo de curso da câmara (tabela abaixo).

Etapas de Substituição / Instalação

Antes de soltar a câmara de mola (estacionamento), a mola interna DEVE ser obrigatoriamente travada (caging). Uma câmara de mola não travada pode liberar a mola interna de alta tensão com força explosiva e causar lesão fatal/grave. Gire o parafuso de travamento sempre com ferramenta manual, nunca use apertadeira de porca pneumática.
  1. Torne o veículo seguro: pare em piso plano, desligue o motor, calce as rodas nos dois sentidos. Antes de esvaziar o reservatório de ar, certifique-se de que o freio de estacionamento está fisicamente retido.
  2. Trave a câmara de mola: com o parafuso de travamento e o soquete, gire a mola interna com catraca manual (não pneumática) até comprimi-la totalmente e retê-la. Essa etapa zera a força mecânica sobre a haste e torna a desmontagem segura.
  3. Esvazie o ar do sistema: descarregue a pressão de ar do circuito correspondente. Marque e solte as linhas de ar de serviço e de estacionamento que vão à câmara; verifique juntas e conexões.
  4. Solte as ligações: retire o pino de ligação da haste de empuxo ao ajustador de folga (yoke / forquilha). Solte as duas porcas dos prisioneiros que fixam a câmara ao suporte do freio (bracket) e retire a câmara.
  5. Prepare a superfície de montagem: limpe o flange de fixação, os prisioneiros e o suporte do freio; remova corrosão, rebarba e resíduo de junta antiga. Se houver prisioneiro danificado, renove-o.
  6. Oriente corretamente a câmara nova: posicione-a no ângulo adequado à geometria das linhas das portas de ar e ao alinhamento da haste com o ajustador de folga. A haste de empuxo deve ser ajustada de modo a aplicar força o mais perpendicular possível (cerca de 90°) ao ajustador de folga; se o ângulo estiver incorreto, há perda de força e desgaste lateral.
  7. Fixe e torqueie: use o hardware de fixação que acompanha a câmara nova. Leve as porcas dos prisioneiros ao valor do fabricante (na aplicação típica de diesel pesado, da ordem de ≈195 Nm / 144 ft-lb; baseie-se sempre na especificação do veículo/fabricante). Se a cinta de braçadeira for separada, leve os parafusos superior-inferior a cerca de ≈34 Nm / 25 ft-lb, apertando de forma alternada e uniforme.
  8. Ajuste o comprimento da haste e o curso: ajuste o comprimento da haste de empuxo de modo a dar o alinhamento correto com o ajustador de folga na posição livre. Se houver ajustador automático, execute o procedimento de configuração inicial do fabricante.
  9. Destrave (retire o caging): encha o sistema com ar e, após a pressão estabilizar, solte o parafuso de travamento, retire-o e coloque-o no alojamento de guarda. Observe se a mola chega de forma controlada à posição de trabalho.
  10. Teste de vedação e funcional: a 90–100 psi, faça o teste de vazamento com água e sabão em todas as conexões. No ciclo de aplicar-liberar o freio, confirme que a haste sai totalmente e retorna totalmente e que o freio de estacionamento é aplicado e solto. Meça o curso aplicado e confirme que está do lado seguro do limite. Faça um breve teste de estrada para verificar puxada/desequilíbrio.

Pontos de Atenção (Erros Comuns)

Desmontagem sem travamento: o erro mais fatal é tentar abrir a câmara de mola sem travá-la. A energia armazenada da mola se libera com força capaz de perfurar uma parede; essa etapa nunca é pulada, nunca é feita com pressa.
  • Negligenciar o calço da roda: ao esvaziar o freio de estacionamento, o veículo pode ficar livre. Descarregar o ar sem calçar é um risco inevitável.
  • Travamento com apertadeira pneumática: o travamento é sempre feito à mão; a ferramenta pneumática pode colapsar a mola/o corpo e arremessar a ferramenta.
  • Seleção de tipo ou curso errado: instalar um tipo menor no lugar do padrão, ou um curso errado, reduz a força de frenagem e gera não conformidade na inspeção. Tipo, curso, comprimento da haste e flange devem coincidir exatamente.
  • Não centralizar o diafragma: nas câmaras do tipo com braçadeira, se o diafragma seco sair do centro, escapa pela cinta. Empoeirar o diafragma com giz/talco para que se autocentralize é um método profissional.
  • Ignorar o ângulo da haste: se a haste de empuxo não estiver perpendicular ao ajustador de folga, há perda de força, esforço lateral e desgaste precoce.
  • Reutilizar hardware velho/fatigado: use os prisioneiros e as porcas que acompanham a câmara nova; hardware corroído não mantém o torque.
  • Pular a coifa de pó (coifa da haste): uma coifa de pó rasgada admite água e barro; é daí que começa o dano mais caro. Na substituição, ela deve estar obrigatoriamente íntegra.
  • Trocar uma câmara e deixar a par do eixo: as duas câmaras do mesmo eixo geralmente envelhecem juntas; renovar uma e deixar a outra pode gerar desequilíbrio de frenagem. Avalie por eixo.

Valores Técnicos e Pontos de Verificação

Os limites de ajuste de curso a seguir baseiam-se na tabela de "brake adjustment / readjustment limits" da norma federal de freios dos EUA FMVSS 393.47(e); esses valores são referências universais amplamente aceitas para câmaras do tipo braçadeira (clamp-type) e compatíveis com a prática de inspeção no âmbito da ECE R13. Para os valores de torque e os limites específicos do modelo, baseie-se sempre no documento de serviço do veículo/fabricante (OE) e na etiqueta de homologação DIN/ECE; o valor exato pode variar conforme o fabricante.

Limites de ajuste do curso aplicado — FMVSS 393.47(e)

Tabela 2 — Limite máximo de curso aplicado (ajuste) para câmaras do tipo braçadeira. Fonte: FMVSS 393.47(e). Os valores são normativos em polegadas; os equivalentes em mm são arredondados.

Tipo de câmaraLimite de curso padrãoLimite de curso longo (LS)
Tipo 161¾" (≈44 mm)2" (≈51 mm)
Tipo 201¾" (≈44 mm)2" (≈51 mm)
Tipo 241¾" (≈44 mm)2" (≈51 mm) *
Tipo 302" (≈51 mm)2½" (≈64 mm)
Tipo 362¼" (≈57 mm)— (geralmente curso padrão)

* Na FMVSS 393.47(e), o limite do Tipo 24 de curso longo padrão é 2" (≈51 mm); apenas para a variante especial Tipo 24 LS de curso nominal de 3" o limite é definido separadamente como 2½" (≈64 mm). Deve-se tomar como base o curso nominal gravado no corpo da câmara. Esses valores são limites de inspeção (ajuste); na boa prática, o freio deve ser reajustado ou levado ao serviço antes de atingir o limite (geralmente cerca de 6 mm / ¼" abaixo do limite). Um curso que atinge o limite significa uma queda séria da força de frenagem.

Pontos de verificação de medição e montagem

  • Pressão de medição: motor desligado, reservatório 90–100 psi (≈6,2–6,9 bar). Fora dessa janela, a leitura não é comparável.
  • Torque da porca do prisioneiro: na aplicação de diesel pesado, tipicamente da ordem de ≈195 Nm (144 ft-lb); confirme o valor do fabricante.
  • Torque da cinta de braçadeira (tipo separável): alternado e uniforme, em torno de ≈34 Nm (25 ft-lb).
  • Ângulo da haste de empuxo: aproximadamente perpendicular (90°) ao ajustador de folga; não deve haver travamento (bind) na posição livre nem na aplicada.
  • Curso livre (movimento livre): a folga da haste até o primeiro contato deve ser pequena e dentro da tolerância do fabricante; curso livre excessivo aponta para problema no ajustador de folga/mecanismo.
  • Equilíbrio de eixo: os valores de curso e resposta das duas câmaras do mesmo eixo devem ser próximos entre si.
Checklist rápido (antes/depois do serviço):
  • O reservatório está a 90–100 psi? Motor desligado, rodas calçadas?
  • A câmara de mola foi travada (não com ferramenta pneumática)?
  • O curso aplicado está ≥6 mm abaixo do limite FMVSS do tipo?
  • A haste de empuxo está a ~90° do ajustador de folga?
  • O teste de água e sabão em todas as conexões está limpo?
  • O curso/resposta está equilibrado com a câmara par do eixo?
Um hábito prático para o motorista e a equipe de campo: carregue sempre o parafuso de travamento da câmara de mola no alojamento de guarda sobre a câmara. Um freio de estacionamento que fica travado na beira da estrada não pode ser solto com segurança sem o parafuso.

Manutenção e Vida Útil

A câmara de freio, quando bem instalada, é durável; os principais fatores que determinam sua vida útil são umidade/corrosão, o funcionamento contínuo sob curso excessivo e a limpeza do sistema de ar.

  • Verificação visual periódica: em cada grande manutenção, inspecione visualmente e com água e sabão a corrosão do corpo, o rasgo da coifa de pó da haste e o vazamento na cinta de braçadeira e na região das portas.
  • Monitoramento do curso: à medida que a pastilha se desgasta, o curso se alonga. A medição regular do curso mostra precocemente a saúde tanto do freio quanto do ajustador automático. Um curso que se aproxima do limite exige verificar também a pastilha e o ajustador antes de culpar a câmara.
  • Qualidade do ar: ar úmido/sujo corrói por dentro a mola interna e o diafragma. A troca no tempo certo do cartucho do secador (air dryer) prolonga diretamente a vida da câmara.
  • Condições de inverno: a água que entra pela coifa de pó, ao congelar, bloqueia o diafragma e a haste. Uma coifa de pó estanque e a drenagem regular são de importância crítica.
  • Lógica de substituição: embora o reparo com kit de diafragma/braçadeira seja possível, nas câmaras de mola e nos corpos corroídos a substituição completa da câmara é a escolha mais correta do ponto de vista da segurança; um corpo que contém mola não deve ser aberto com segurança em campo.
  • Seleção de qualidade e equivalente: câmaras equivalentes de OE, homologadas ECE R13 / DIN, diferenciam-se dos equivalentes baratos quanto ao material do diafragma, à vida útil em ciclos da mola e à resistência à corrosão do corpo. Freio não é item de custo, é item de segurança.

Escolhendo a Câmara VADEN Correta (Guia de Tipo / Curso)

Na substituição, o objetivo é preservar exatamente a classe de tipo e de curso instalada de fábrica no veículo. A família de Câmaras de Freio (Câmara de Ar) VADEN é fabricada com opções de tipo/curso que abrangem as aplicações de serviço e combinadas (serviço + mola). A tabela-guia a seguir ajuda a determinar rapidamente a classe correta; para a seleção exata, baseie-se na gravação no corpo da câmara e no número OE do veículo.

Tabela 3 — Guia de seleção de tipo/curso de câmara VADEN (por aplicação).

AplicaçãoTipo / Configuração típicaClasse de cursoPosicionamento comum
Câmara de serviço (diafragma único)Tipo 20, Tipo 24Padrão ou LSEixo dianteiro
Câmara combinada de mola/estacionamentoTipo 20/24, Tipo 24/24Padrão ou LSEixo traseiro (caminhão/ônibus)
Cavalo mecânico pesado / alta cargaTipo 30/30, Tipo 24/30Majoritariamente LSEixos traseiros do cavalo mecânico
Reboque / semirreboqueTipo 24/24, Tipo 30/30Padrão ou LSEixos do semirreboque

Nas câmaras combinadas, uma indicação como "24/30" informa primeiro o tipo da câmara de serviço (24) e depois o da de mola (30). Ao selecionar o equivalente de OE, pode-se fazer a correspondência cruzada com os sistemas de referência do mercado (por exemplo, a numeração de tipo da Knorr-Bremse, ZF/WABCO, Haldex); mas a confirmação final é sempre feita pela coincidência exata do quarteto tipo + tipo de curso + comprimento da haste + distância do flange/prisioneiros. A VADEN oferece a gravação no corpo e a referência de catálogo que facilitam determinar o equivalente correto conforme esses quatro critérios.

Perguntas Frequentes

Quando a câmara de freio deve ser trocada?

Deve ser trocada em casos de vazamento do diafragma (chiado contínuo, queda de pressão), de o freio de estacionamento não abrir/travar por quebra da mola, de corrosão do corpo ou de curso excessivo que atinge o limite FMVSS e não se corrige com ajuste. Dano visível (rasgo da coifa da haste, ferrugem) é um sinal de alerta precoce.

Qual a diferença entre Tipo 20, 24 e 30?

O número expressa a área efetiva aproximada (nominal) do diafragma em polegadas quadradas; um número maior significa, aproximadamente, maior força de frenagem à mesma pressão. O tipo correto é definido conforme a classe de carga do eixo e do veículo. Um tipo errado gera ou frenagem insuficiente ou problema de equilíbrio; na substituição, o tipo deve ser preservado exatamente.

A câmara de curso padrão e a de curso longo (LS) podem ser usadas uma no lugar da outra?

Não, não se troca arbitrariamente. A câmara LS oferece uma janela de curso maior e é reconhecida no lado da mola pela porta de ar quadrada. O tipo de curso segundo o qual o veículo foi montado de fábrica deve ser preservado; o uso misto compromete o equilíbrio de frenagem e a tolerância de ajuste. O limite de ajuste FMVSS 393.47 de cada tipo também é diferente.

Para que serve o parafuso de travamento (caging)?

Retém mecanicamente e torna segura a mola de alta tensão da câmara de mola/estacionamento. Garante a segurança tanto antes de soltar a câmara quanto para soltar manualmente, na beira da estrada, um freio de estacionamento travado por perda de ar. É sempre girado à mão; jamais usado com ferramenta pneumática.

Quem mede o curso da haste de empuxo e em que valor ele dá alarme?

A medição é feita com o motor desligado e o reservatório a 90–100 psi, com régua de aço/paquímetro ou indicador de curso. Quando o curso aplicado se aproxima do limite FMVSS 393.47 do tipo/tipo de curso da câmara (na prática, cerca de ¼" / 6 mm abaixo do limite), o freio deve ser reajustado ou levado ao serviço. Um curso que atingiu o limite indica que a força de frenagem caiu de forma acentuada e que haverá não conformidade na inspeção.

Deve-se trocar só uma câmara ou as duas do eixo?

Como as câmaras do mesmo eixo envelhecem em condições semelhantes, renovar uma e manter a outra velha aumenta o risco de desequilíbrio de frenagem. Especialmente se os valores de corrosão e de curso forem próximos, avaliar por eixo e, se necessário, fazer a troca dupla dá um resultado mais seguro.

O que devo ler na gravação do corpo da câmara?

O número de tipo (por exemplo, 20, 24, 30), o tipo de curso (padrão/LS), os tipos das câmaras de serviço/mola nas combinadas e, geralmente, a marca do fabricante/homologação (ECE/DIN) são gravados no corpo e na cinta de braçadeira. Na seleção da peça de reposição, essa gravação deve ser confirmada junto com o comprimento da haste e a medida do flange.

O tipo correto, uma estrutura íntegra de diafragma-mola e um corpo resistente à corrosão são a base para que uma câmara de freio funcione com segurança por anos. A família de Câmaras de Freio (Câmara de Ar) VADEN é fabricada, para as aplicações de serviço e de mola/estacionamento de veículos comerciais pesados, com opções de tipo e curso equivalentes de OE e conforme o quadro de homologação ECE R13 / DIN; quando você escolhe o tipo correto, as etapas de montagem e verificação deste guia garantem um desempenho de frenagem duradouro e equilibrado.

Categoria de produto: Foles de freio

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