Bomba d'água: falhas, substituição e manutenção
Sistema de arrefecimento

Bomba d'água: falhas, substituição e manutenção

Vaden Team
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Temmuz 12, 2026

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Em veículos comerciais pesados, o sistema de arrefecimento mantém um equilíbrio tão crítico quanto o coração do motor: manter o bloco de cilindros e o cabeçote na faixa ideal de trabalho de 85–95 °C, contra temperaturas de combustão que chegam a cerca de 1.100–1.500 °C. O principal componente que estabelece esse equilíbrio é a bomba d'água, ou seja, a bomba de circulação. Ao contrário dos veículos de passeio, nos motores a diesel pesados o volume de líquido de arrefecimento pode chegar a 30–60 litros, e até mais em ônibus e grandes cavalos mecânicos; isso significa que a bomba de circulação trabalha com vazão e pressão muito mais altas, com linhas de correia muito mais longas e sob a carga do ventilador viscoso. Este guia aborda, em profundidade de especialista, o funcionamento da bomba d'água em aplicações a diesel pesadas (caminhão, cavalo mecânico, ônibus, máquina de trabalho), o diagnóstico de falhas, a prática correta de substituição e a química do líquido de arrefecimento que determina a vida útil da bomba, à luz das normas relevantes (ASTM, SAE, TMC) e das especificações de aprovação da montadora do motor.

O que é a Bomba d'Água (Bomba de Circulação)? Função e Princípio de Funcionamento

A bomba d'água (bomba de circulação) é uma bomba do tipo centrífugo que faz o líquido de arrefecimento circular continuamente entre o radiador, as camisas d'água do bloco de cilindros, o cabeçote, o resfriador de óleo e o aquecedor da cabine (radiador do ar quente). É acionada pelo motor (por correia em V, correia poly-V de múltiplos canais ou acionamento por engrenagem) e, ao girar, seu rotor de pás (impeller) empurra o líquido de arrefecimento para fora dos canais periféricos pela força centrífuga, criando pressão e fluxo no sistema. A vazão, em um motor a diesel pesado, pode chegar a centenas de litros por minuto mesmo em marcha lenta, e a valores muito mais altos em rotação plena.

Os elementos estruturais básicos de uma bomba de circulação de diesel pesado são:

  • Corpo (housing): geralmente alumínio fundido ou ferro fundido; liga-se ao motor com geometria em espiral (voluta).
  • Eixo e rolamento (shaft & bearing): geralmente rolamento de fila dupla ou do tipo cartucho (cartridge). Suporta alta carga radial (tensão da correia longa + peso do ventilador).
  • Selo mecânico (mechanical seal): elemento de vedação com faces de carbono-cerâmica que retém o líquido de arrefecimento entre o eixo girante e o corpo fixo. É a peça mais crítica e que mais frequentemente falha na bomba de circulação.
  • Rotor de pás (impeller): em chapa, fundido ou compósito; o número e a geometria das pás determinam a vazão.
  • Polia / cubo (pulley / hub) ou engrenagem: a ligação de acionamento; em muitas bombas de caminhão, o ventilador viscoso (fan clutch) liga-se diretamente ao cubo da bomba de circulação.
  • Weep hole (orifício de dreno/inspeção): pequeno orifício que abre para fora o espaço entre o rolamento e o selo. Quando o selo vaza, faz o líquido escoar para fora antes de chegar ao rolamento; ao mesmo tempo, é uma janela de aviso precoce.

Particularidade do caminhão: em muitos motores a diesel pesados, a parte traseira do eixo da bomba de circulação possui uma estrutura acionada por engrenagem, lubrificada pelo óleo do motor. Nesse tipo de bomba há dois selos separados: um coolant seal (lado do líquido de arrefecimento) e um oil seal (lado do óleo). A cor do líquido que sai pelo weep hole entre os dois orienta diretamente o diagnóstico: se for verde/vermelho/azul, é o selo do líquido de arrefecimento; se for óleo escuro, é o selo de óleo que está com defeito.

Sugestão de referência visual (para publicação): esta seção se fortalece com dois esquemas técnicos: (1) um corte mostrando a posição do weep hole entre o eixo e o selo — texto alternativo: "Corte de bomba d'água de diesel pesado; posição do weep hole, do coolant seal e do oil seal"; (2) um corte da bomba com acionamento por engrenagem e duplo selo (coolant/oil) — texto alternativo: "Duplo selo e espaço de dreno intermediário na bomba de circulação com acionamento por engrenagem". Essas imagens permitem que o leitor associe a explicação do diagnóstico exatamente ao seu próprio motor.

Sintomas de Falha e Diagnóstico

As falhas da bomba de circulação raramente surgem de repente; na maioria das vezes evoluem com sintomas que duram semanas-meses. A tabela a seguir é uma referência rápida para o diagnóstico de campo. A última coluna resume o nível de urgência/risco do sintoma e se é possível seguir viagem com segurança; em seguida, explicamos as características distintivas de cada sintoma.

SintomaCausa possívelMétodo de verificaçãoUrgência / Seguir viagem
Gotejamento ativo de líquido pelo weep holeDesgaste do selo mecânico (vazamento ativo)Limpe sob o weep hole e verifique cor e continuidade; teste de pressãoAmarelo: vá ao serviço em curta distância; monitore o nível e leve água de reserva
Zumbido na polia + folga perceptível na poliaDesgaste/folga do rolamento (fase avançada)Com a correia frouxa, mova a polia à mão radial-axialmente; estetoscópioVermelho: não siga viagem, reboque; se o rolamento travar, há risco de dano à correia/ventilador
Superaquecimento do motor, oscilação de temperaturaDesgaste/corrosão das pás, erosão por cavitação, baixa vazãoAcompanhe a temperatura sob carga; diferença de temperatura entre mangueiras superior-inferior do radiadorVermelho: se o ponteiro entrar na faixa vermelha, pare imediatamente (risco de cabeçote/junta/camisa)
Aquecedor da cabine frio, motor demora a aquecerCirculação insuficiente, bolha de ar (air lock)Procedimento de sangria; verificação do termostato e da vazão da bombaVerde: monitore e planeje; avalie também sangria / termostato
Queda contínua de nível no reservatório de expansão, espumaVazamento interno, vazamento do selo, mistura de gases de escapeTeste de pressão; teste de bloco (teste de gás CO) para diferenciarAmarelo-Vermelho: se confirmar espuma/mistura de escape, não siga viagem
Crosta branca/cor de ferrugem na região da polia, resíduo gelatinosoVazamento lento crônico + corrosãoInspeção visual; verificação da superfície da junta e de trinca no corpoAmarelo: planeje a troca na primeira oportunidade; o vazamento pode acelerar
Desgaste excessivo da correia, esfarelamento, desalinhamentoExcentricidade da polia por folga do rolamentoAlinhamento da polia (régua) e medição de excentricidadeVermelho: risco de ruptura da correia; falha em cadeia mesmo em trajeto curto

Vazamento pelo Weep Hole — Distinção por Cor

A cor do que sai pelo weep hole é o núcleo do diagnóstico. A cor do líquido de arrefecimento (verde, vermelho, azul, laranja) indica que o selo do líquido acabou, e um líquido oleoso escuro indica que o selo de óleo acabou. Se começou o gotejamento pelo weep hole, a bomba entrou em processo de desgaste; já um resíduo seco crostoso é vestígio de um vazamento lento ocorrido no passado. A obstrução do weep hole não é boa notícia; pode significar que o vazamento se direcionou ao rolamento. Esse orifício nunca deve ser vedado com silicone/junta.

Ruído e Folga do Rolamento

A falha do rolamento se manifesta com um zumbido de alta frequência, chiado ou som de esmerilhamento, e a frequência do som varia com a rotação do motor. Para distingui-la, desliga-se o motor, afrouxa-se a correia de acionamento e, segurando a polia/ventilador à mão, movimenta-se radial (para cima-baixo, para os lados) e axialmente (para frente-trás). Folga perceptível, batida audível ou giro áspero indicam que o rolamento acabou. Nos diesel pesados, como a linha de correia longa e o peso do ventilador viscoso impõem alta carga radial ao rolamento, esses mancais podem fadigar mais cedo do que nos veículos de passeio. Para distinguir se o som vem da bomba de circulação ou de outra polia do circuito, como o alternador ou a polia tensora, verifique cada polia girando-a à mão, uma a uma.

Superaquecimento e Oscilação de Temperatura

A corrosão das pás (impeller), a erosão por cavitação ou a pá de chapa que gira em vazio por ter se soltado do corpo reduzem a vazão. Nesse caso, o indicador de temperatura sobe especialmente em subidas, sob carga plena ou no trânsito lento; em marcha lenta pode cair. A perda da diferença de temperatura esperada entre as mangueiras superior e inferior do radiador (quente em cima, quase igualmente quente embaixo) é sinal de baixa circulação. Para distinguir de uma falha do termostato, a saída do termostato deve ser verificada separadamente; para os detalhes do comportamento do termostato, consulte nosso guia técnico do termostato.

O teste de pressão (cooling system pressure tester) é o método mais confiável no diagnóstico da bomba de circulação: com o sistema frio, pressuriza-se até a pressão de abertura indicada na tampa (tipicamente ~0,7–1,1 bar) e observam-se o weep hole e a junta do corpo. A queda da pressão e a umidade no weep hole confirmam a falha do selo.

Etapas de Substituição / Instalação

As etapas a seguir são o fluxo geral de boa prática em um motor a diesel pesado. Para o torque, o tipo de junta e a sequência de desmontagem específicos do motor, siga obrigatoriamente o manual de serviço da montadora.

  1. Deixe o motor esfriar e alivie a pressão. O sistema de arrefecimento é pressurizado; abrir quente causa queimaduras graves. Abra a tampa do radiador/reservatório de expansão de forma gradual, apenas quando o sistema esfriar.
  2. Drene o líquido de arrefecimento em um recipiente adequado. Faça a drenagem pelo bujão inferior do radiador e, se houver, pelo bujão do bloco. O anticongelante é tóxico e deve ser coletado conforme a legislação de resíduos; não é despejado no solo/na rede de esgoto.
  3. Remova o ventilador/ventilador viscoso e a carenagem do ventilador. No caminhão, o ventilador é pesado e grande; lembre-se de que a rosca pode ser esquerda (rosca invertida). Guarde o acoplamento viscoso na horizontal (recomenda-se mantê-lo na vertical para evitar a fuga de silicone).
  4. Afrouxe a correia e o tensor e retire a correia. Antes de retirar, fotografe o trajeto (routing) da correia. Aproveite a oportunidade para avaliar a correia gasta e a polia tensora fatigada.
  5. Separe as mangueiras, tubos e linhas de by-pass ligados à bomba. Deixe prontas para troca as abraçadeiras e mangueiras envelhecidas.
  6. Retire a bomba de circulação antiga. Afrouxe os parafusos de forma gradual e em sequência cruzada. Se houver parafusos de comprimentos diferentes, marque suas posições (um parafuso longo no lugar errado pode danificar o bloco/camisa d'água).
  7. Limpe a superfície de vedação de forma impecável. Remova o resíduo de junta antiga e de junta líquida com um raspador que não risque a superfície fundida. A superfície deve estar plana, limpa e livre de óleo; resíduo = vazamento.
  8. Instale a bomba nova. Use o tipo de junta indicado pelo fabricante (junta de papel, O-ring ou junta líquida/RTV). Aplique junta líquida apenas onde descrito e em fina película; o excesso entra e obstrui os canais.
  9. Aperte os parafusos na sequência e no valor de torque corretos. Leve-os ao torque do fabricante de forma gradual (por exemplo, em duas-três voltas) e em sequência cruzada. O aperto excessivo trinca o corpo de alumínio; o aperto insuficiente provoca vazamento.
  10. Recoloque o ventilador, a correia e as mangueiras; ajuste o tensor. Verifique o alinhamento e a tensão da correia. Alinhamento/tensão incorretos matam prematuramente o rolamento da bomba nova.
  11. Encha o sistema com o líquido de arrefecimento correto. Use o tipo de anticongelante exigido pelo fabricante (veja a tabela de química abaixo e, se necessário, o aditivo SCA/DCA) e a proporção água-anticongelante correta (tipicamente 50/50); de preferência, prepare com água deionizada/pura.
  12. Faça a sangria (bleeding). Abra os parafusos de sangria, se houver, coloque o veículo na posição correta, aqueça o motor com o aquecedor totalmente aberto e, quando o termostato abrir e o líquido circular, complete o nível. Nos diesel pesados, por causa do grande volume e das linhas longas, essa etapa pode exigir mais de um ciclo de aquecimento-resfriamento.
  13. Faça a verificação de vazamento e temperatura. Monitore o motor em funcionamento; confirme que não há vazamento no weep hole, na superfície da junta e nas conexões de mangueira e que a temperatura se estabiliza na faixa normal. Após a primeira rodada, verifique o nível novamente.

Pontos de Atenção (Erros Comuns)

O sucesso da troca da bomba de circulação está muito menos na montagem em si do que na preparação antes da montagem e na escolha correta do líquido. Os erros mais frequentes:

O uso de anticongelante errado ou misturado é o erro mais caro no diesel pesado. A mistura de líquidos de química diferente (por exemplo, OAT com convencional/IAT) leva à gelificação, à precipitação do aditivo protetor e à corrosão acelerada no selo e nas pás da bomba de circulação. Deve-se usar sempre um único tipo de líquido aprovado pelo fabricante (veja aprovações como MB 325.x, MAN 324, Volvo VCS, Cummins CES 14603) e, se necessário, o sistema deve ser totalmente lavado.
Não limpar completamente a superfície de vedação e usar junta líquida em excesso: o resíduo de junta remanescente cria vazamento imediato. O RTV/junta líquida em excesso, ao ser empurrado para dentro, obstrui os canais do termostato, do radiador e do radiador do ar quente; ironicamente, causa superaquecimento.
Apertar os parafusos com torque errado ou em sequência errada: em bombas de corpo de alumínio, o torque excessivo significa trinca no corpo e esmagamento da junta, e o torque insuficiente significa vazamento sob pressão. Use sempre sequência cruzada, gradual e o torque do fabricante; não misture parafusos de comprimentos diferentes.
  • Encher com água de torneira: o calcário e os minerais acumulam-se na pá e nos canais e causam corrosão e obstrução. Água deionizada/pura é indispensável (para os limites de cloreto e sulfato, veja a ASTM D6210).
  • Pular o termostato: se, ao renovar a bomba de circulação, o termostato velho e a junta não forem trocados, em pouco tempo o sistema será desmontado de novo. Os dois devem ser avaliados em conjunto.
  • Negligenciar a tensão/alinhamento da correia: uma correia excessivamente tensa impõe carga radial extra ao rolamento e esgota a bomba nova cedo; uma polia desalinhada força o selo.
  • Vedar o weep hole: tampar o orifício para "estancar" o vazamento direciona o líquido ao rolamento e acelera a falha total. O weep hole deve permanecer sempre aberto.
  • Não fazer a sangria completa do ar: a bolha de ar que fica no sistema cria ponto quente e cavitação na bomba; nos sistemas de caminhão de grande volume, a sangria exige paciência.

Valores Técnicos e Pontos de Verificação

Os valores a seguir são referências universais-seguras e baseiam-se nas normas/aprovações relevantes. Os valores exatos de torque, pressão e tolerância variam conforme o motor; para números específicos do modelo, os dados de serviço do fabricante são a base.

  • Faixa de temperatura de trabalho: um diesel pesado típico trabalha na faixa de 82–96 °C; a temperatura de abertura do termostato fica, na maioria das vezes, em torno de 79–88 °C (específica do motor).
  • Pressão do sistema: a tampa de pressão geralmente segura ~0,7–1,1 bar (10–16 psi); isso eleva o ponto de ebulição da água. O valor exato está escrito na tampa e é tomado como referência no diagnóstico da bomba.
  • Proporção de anticongelante: a mistura padrão 50/50 de água-anticongelante proporciona proteção de congelamento até cerca de −37 °C e proteção elevada contra ebulição. Em clima muito frio, a proporção pode ser aumentada, mas, para preservar a transferência de calor, geralmente recomenda-se não passar de 60% de etilenoglicol (veja as faixas-guia da ASTM D3306 / D6210).
  • Concentração de SCA/DCA (em sistemas que exigem SCA): o alvo típico fica na faixa de 1,5–3,0 unidades/galão (cerca de 800–2.400 ppm de nitrito), conforme o fabricante e a escala do kit de teste. Se o limite superior for ultrapassado, o precipitado do aditivo pode levar a um acúmulo abrasivo na pá da bomba de circulação. Fonte: TMC RP 329 / RP 338 e a folha de dados do fabricante do líquido. Recomenda-se verificação periódica com fitas de teste.
  • Vida útil do líquido OAT (longa duração): os líquidos de diesel pesado à base de OAT/NOAT posicionam-se tipicamente na classe de ~6 anos / ~960.000 km; muitos produtos exigem um aditivo "extender/recarga" na meia-vida (por exemplo, 3 anos / ~480.000 km). Esses intervalos variam conforme os dados do fabricante do líquido e da montadora do motor (por exemplo, MB 325.5, MAN 324 Typ SNF); o valor exato é indicado no rótulo do produto.
  • Excentricidade da polia e folga do rolamento: uma folga radial/axial perceptível à mão é inaceitável; se não há vazamento de selo e o rolamento não tem folga, a bomba está saudável. Para excentricidade mensurável, pode-se usar um relógio comparador.

Ponto de verificação de cavitação (específico do caminhão): nos diesel pesados, a vibração da camisa do cilindro (liner) forma microbolhas na película de líquido; a implosão dessas bolhas na parede da camisa produz pressões locais muito altas e pode causar perfurações puntiformes (pitting) na superfície externa da camisa. O mesmo fenômeno também erode a pá e o corpo da bomba de circulação nas zonas de baixa pressão (o comportamento de cavitação-erosão da bomba d'água é avaliado pelo teste ASTM D2809). O aditivo correto, contendo nitrito/molibdato, forma um filme de óxido protetor na superfície da camisa e da bomba e previne essa erosão. Por isso, a manutenção do nível de SCA/DCA é crítica não apenas para a bomba, mas também para a vida útil do bloco do motor. Sugestão visual: closeup de superfície de camisa/pá com pitting de cavitação — texto alternativo: "Dano puntiforme (pitting) formado por erosão de cavitação".

Químicas de Anticongelante de Diesel Pesado — Tabela Comparativa

A única variável que determina a vida útil da bomba de circulação é a química do líquido. A tabela a seguir resume, em um relance, as principais tecnologias de anticongelante encontradas no diesel pesado quanto à miscibilidade, à cor típica e à adequação. Aviso importante: a cor não é um padrão da indústria; a mesma cor pode conter químicas diferentes. A decisão correta é tomada não pela cor, mas pelo código de aprovação do fabricante (MB 325.x, MAN 324, Volvo VCS, Cummins CES 14603) e pela norma (ASTM D6210 para diesel pesado totalmente formulado; ASTM D4985 para o de baixo silicato que exige SCA).

TipoQuímica do aditivoCor típica (não vinculante)MiscibilidadeAdequação ao diesel pesadoVida útil típica
IAT (convencional/inorgânico)Silicato + fosfato + nitritoVerde, azulSomente com o próprio tipo; não se mistura com OATEm diesel antigos; geralmente exige reforço de SCA (ASTM D4985)~2 anos / ~250.000 km
OAT (ácido orgânico)Carboxilato; sem silicato/fosfatoVermelho, laranja, roxoSomente com OAT; não misture com IAT/HOATNos OAT sem nitrito, a proteção contra cavitação da camisa pode ser limitada; a aprovação do fabricante é indispensável~5–6 anos / ~800.000–960.000 km
HOAT (OAT híbrido)Ácido orgânico + pouco silicatoLaranja, amareloSomente com a mesma família HOATMuito comum (por exemplo, grupo MB 325.x, MAN 324); proteção equilibrada~5–6 anos / ~800.000 km
NOAT (OAT com nitrito)Ácido orgânico + nitrito (± molibdato)Vermelho, roxo, amareloSomente com a mesma família NOATO mais adequado para diesel pesado; o nitrito protege diretamente contra a cavitação da camisa (ASTM D6210)~6 anos / ~960.000 km (mais longo com extender)
Si-OAT (lobrid)Ácido orgânico + silicato estabilizadoVioleta/roxoSomente com a própria famíliaAprovação comum em motores modernos Euro V/VI (por exemplo, MAN 324 Typ Si-OAT)Longa duração; conforme os dados do fabricante
Regra: se não tiver certeza do tipo, não misture. Ao trocar entre químicas diferentes, lavar o sistema com água limpa e enchê-lo com um único tipo de líquido aprovado pelo fabricante é sempre mais seguro do que "completar por cima". Para a escolha correta do líquido, use em conjunto as descrições de produto da nossa categoria de anticongelante e a lista de aprovações da montadora do motor.

Medindo o Nível de SCA/DCA com Fita de Teste (Miniprocedimento)

Nos sistemas que exigem SCA, medir o nível de nitrito/SCA leva minutos e protege a bomba de circulação e a camisa:

  1. Desligue o motor; o sistema deve estar morno (não quente) e sem pressão; um líquido fervente é perigoso e dá leitura incorreta.
  2. Colha uma amostra limpa; mergulhe a fita de teste no líquido de arrefecimento e retire-a imediatamente (não sacuda).
  3. Aguarde o tempo indicado pelo kit (tipicamente 45–75 segundos). Os campos mostram separadamente o ponto de congelamento (% de glicol) e o nível de nitrito/SCA.
  4. Compare as cores dos campos com a escala de cores da embalagem e leia o valor; o alvo deve estar na faixa indicada pelo fabricante (típico SCA 1,5–3,0 unidades/galão ou nitrito ~800–2.400 ppm).
  5. Se o valor estiver baixo, adicione reforço de SCA/DCA; se estiver alto, não dilua o líquido, corrija na próxima troca completa. Após o reforço, funcione o sistema e, depois de misturar, teste novamente.

Manutenção e Vida Útil

A vida útil de uma bomba de circulação depende, em grande medida, do estado do líquido de arrefecimento; na maioria das vezes, a bomba morre não por sua própria causa, mas por causa do líquido negligenciado. Para uma manutenção proativa:

  • Monitore regularmente o estado do líquido: verifique alteração de cor, turbidez, presença de óleo/espuma e o nível de pH/aditivo (com fita de teste). Um líquido contaminado ou ácido corrói por dentro o selo e o rolamento.
  • Cumpra o intervalo de troca: nos líquidos convencionais (IAT), faça a troca completa com maior frequência e, no OAT/HOAT/NOAT, no intervalo longo indicado pelo fabricante; não perca o momento do aditivo intermediário (extender).
  • A cada serviço, verifique o weep hole e a polia: na troca de óleo/líquido de arrefecimento, olhar o weep hole e testar a folga da polia pega a falha antes de deixar você na estrada.
  • Gerencie a correia e o tensor em conjunto: uma correia desgastada e uma polia tensora fraca esgotam até uma bomba nova cedo. Renovar esses itens na troca da bomba de circulação reduz o custo total.
  • Planeje em sincronia com o termostato: ambos estabelecem o equilíbrio de temperatura do sistema; a troca conjunta evita uma segunda mão de obra de desmontagem.
  • Use a água correta: mesmo ao completar o sistema, adicione não água de torneira, mas água deionizada/pura + a mistura correta de anticongelante.

Com essa disciplina, uma bomba de circulação de diesel pesado dá uma vida útil longa e previsível mesmo sob alta carga; como a falha geralmente vem não de repente, mas com sintomas monitoráveis, a troca planejada é possível.

Perguntas Frequentes

Quantos km dura uma bomba d'água (bomba de circulação) de diesel pesado e quando ela se troca?

Uma bomba de circulação de qualidade equivalente de OE, com manutenção adequada do líquido, pode funcionar sem problemas no diesel pesado por tipicamente 300.000–500.000 km ou por todo o intervalo de revisão geral do motor; em algumas aplicações, até mais. No entanto, a vida útil não é um número fixo: anticongelante errado/misturado, água de torneira, baixo nível de SCA ou correia desalinhada/excessivamente tensa podem esgotar a bomba abaixo de 150.000 km. O determinante não é o km, mas o estado do líquido e a disciplina da correia-tensor. Por isso, a bomba deve ser trocada não "pelo calendário", mas com base na verificação do weep hole e do rolamento, assim que surgirem os sintomas.

É possível dirigir com a bomba d'água (bomba de circulação) defeituosa?

Resposta curta: não, não se deve dirigir. Quando começa o vazamento pelo weep hole ou o ruído do rolamento, a bomba ainda pode girar, mas a queda de vazão ou o travamento total do rolamento leva a um superaquecimento súbito. No diesel pesado, o superaquecimento gera consequências muitas vezes mais caras que a bomba, como dano à junta, ao cabeçote e à camisa. Só se houver uma leve umidade no weep hole é que se pode ir ao serviço em curta distância (nível Amarelo); se houver folga no rolamento, superaquecimento ou desalinhamento da correia, não se deve seguir viagem, e o veículo deve ser rebocado (nível Vermelho).

Está pingando pelo weep hole, mas pouco; devo esperar?

O líquido de arrefecimento que sai pelo weep hole é sinal inequívoco de que o selo entrou em processo de desgaste, e o processo é irreversível. Um vazamento "pequeno" pode virar vazamento total em pouco tempo. Em vez de tampar o orifício (isso danifica o rolamento), deve-se planejar a troca. Já um resíduo seco e crostoso é vestígio de um vazamento passado e também exige verificação.

Ao trocar a bomba de circulação, devo trocar também o termostato?

É fortemente recomendável. Ambos compartilham a mesma mão de obra de desmontagem e estabelecem juntos o controle de temperatura. Se o termostato velho falhar pouco depois da bomba nova, o sistema será novamente drenado e desmontado. Pela mesma lógica, a correia, o tensor e as mangueiras-abraçadeiras desgastadas também devem ser avaliados nessa oportunidade.

Posso usar qualquer anticongelante?

Não. No diesel pesado, o tipo de líquido determina diretamente a vida útil tanto da bomba quanto do bloco do motor. Use a química aprovada pelo fabricante (veja a tabela acima; as aprovações MB 325.x, MAN 324, Volvo VCS, Cummins CES 14603 e a ASTM D6210); misturar tipos diferentes gera gelificação, precipitação do aditivo e corrosão rápida na bomba de circulação. No diesel pesado, os líquidos com nitrito (NOAT) ou o HOAT/Si-OAT exigido pelo fabricante são preferidos por proporcionarem proteção contra a cavitação da camisa. Antes de encher, verifique se o sistema precisa ser lavado.

Por que a bomba d'água falha antes de outras peças?

Porque o selo mecânico e o rolamento são os elementos móveis de vedação e de mancal que ficam sob maior carga no sistema. Um líquido contaminado/ácido corrói o selo por dentro; a linha de correia longa e o peso do ventilador viscoso impõem alta carga radial ao rolamento; a cavitação, por sua vez, corrói a pá e o corpo. Quando não se faz a manutenção correta do líquido, a bomba se torna o elo mais fraco do sistema.

Se o motor ainda esquenta depois da troca, a causa é a bomba?

Na maioria das vezes, não; a causa mais comum é a bolha de ar que ficou no sistema. Nos sistemas de arrefecimento de caminhão de grande volume, a sangria exige mais de um ciclo de aquecimento-resfriamento. Se, após uma sangria correta, ainda houver aquecimento, deve-se investigar o termostato, a obstrução do radiador, o ventilador/acoplamento viscoso ou canais obstruídos por aplicação incorreta de junta.

A bomba de circulação é um componente que trabalha no centro do sistema de arrefecimento do diesel pesado e que, com disciplina de manutenção, entrega uma longa vida útil. A qualidade correta do selo, um rolamento resistente à carga e o padrão de fabricação equivalente de OE são determinantes tanto para a segurança da bomba quanto do motor. A família de Bombas d'Água (Bomba de Circulação) VADEN é fabricada com o objetivo de tolerância e durabilidade equivalentes de OE, pensada para as condições de alta vazão e carga contínua das aplicações de caminhão-cavalo mecânico-ônibus; usada em conjunto com as práticas de diagnóstico e montagem deste guia, proporciona um desempenho de arrefecimento confiável e previsível.

Categoria de produto: Bomba de água

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